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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

15/07/2011 13:19

Após morte de trabalhadores, Câmara lançará cartilha sobre segurança no trabalho

Ítalo Milhomem

A Câmara de vereadores de Campo Grande em parceria com a SRT (Superintendência Regional do Trabalho) e Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) irão organizar uma cartilha para instruir os trabalhadores sobre como evitar acidentes nos canteiros de obras. O material deverá ficar pronto daqui um mês e meio.

De acordo vereador Alex do PT, que coordenou na manhã desta sexta-feira (15), a reunião com os representantes dos trabalhadores, patrões da construção civil e da SRT, serão tomadas algumas medidas para mapear todos os tipos de acidentes envolvendo trabalhadores.

A SRT ficou responsável por buscar junto com INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) os dados de acidentes de trabalho em Campo Grande, de modo que se faça um banco de dados de quais acidentes de trabalho são mais comuns na Capital e para traçar estratégias para evitá-los.

Também foi sugerido, a criação de um “placar” dos acidentes do trabalho, que irá computar os números de acidentes que ocorrem em Campo Grande, similar ao placar da vida, já utilizado para contar os dias sem mortes no trânsito.

A necessidade novos auditores para fiscalizarem se as empresas e obras estão seguindo as normas de segurança, também foi discutida. Atualmente são quatro auditores responsáveis por realizar a fiscalização em todo Estado.

Seriam necessários pelo menos mais dez auditores para atender a demanda, que é crescente com a expansão dos setores do campo, como o sucroalcooleiro e da construção civil nas cidades, que crescem junto com as políticas públicas de geração de emprego do governo federal.

Há um concurso parado no Ministério do Planejamento, para contratação de novos auditores, porém nenhum para o Mato Grosso do Sul.

Alex do PT irá conversar com os demais vereadores, deputados estaduais e com a bancada federal para que seja incluída neste próximo concurso as vagas necessárias para o Estado.

Outras propostas também foram apresentadas, como a criação de uma comissão permanente na Câmara para acompanhar os trabalhos das Cipas (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), que muitas vezes fazem um serviço fantasma.

Também será estudada uma forma de incluir um item na legislação de licitações, que seja obrigado a constar na planilha de custos, os gastos com implantação de Cipas, equipamentos de trabalho, para que as construtoras em obras públicas não se omitam deste tipo de prevenção.



Os fatos tem se repetido e por diversas vezes prevaleçe a demagogia da falta de investimento nisso ou aquilo. Na verdade, que a precarização da mão de obra e os vultosos lucros por trás de programas pró forma que nunca são executados, além de más profissionais prevencionistas omissos e aliados apenas politica de produtividade das empresas e coerente com os comportamentos de encarregados que jamais visualiza a politica de saude e segurança do trabalho e muito menos prevencionismo. As saidas estão na fiscalização antes do inicio da obra dentro das normas documentos legais, e aplicação de fato das punições de responsabilidades civil e penal, explicitas na CLT e CPP, CF e CC.
 
Daniel R. Costa em 15/07/2011 08:59:37
O TITULO JA FALA TUDO (APOS ) E O CUMULO ISSO, CADE A PREVENÇAO A FISCALIZAÇAO ? AGORA NAO ADIANTA GASTA DINHEIRO COM CARTILHA ISSO NAO VAI TRAZER OS PAIS DE FAMILIA DE VOLTA TEM QUE COLOCAR A MAO NA OBRA E NO BOLSO DOS EMPRESARIOS E FISCALIZAR DIREITOS ISSO SIM FUNCIONA
 
ANA PAULA PINTON em 15/07/2011 02:38:21
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