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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/04/2012 16:23

Após solicitação da OAB/MS, sistema de informação policial terá nova versão

Nadyenka Castro

A Ordem encaminhou denúncia ao Ministério Público Estadual sobre o caso

Polícias Militar e Civil fizeram reprodução simulada do atropelamento de Rayane. (Foto: Viviane Oliveira)Polícias Militar e Civil fizeram reprodução simulada do atropelamento de Rayane. (Foto: Viviane Oliveira)

Após solicitação da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Mato Grosso do Sul), o Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional) terá alteração. A informação é da OAB/MS.

De acordo com a OAB/MS, o sistema terá nova versão e os policiais que o utilizam receberão treinamento. A medida foi tomada após normativa solicitada pela Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB/MS.

Segundo a OAB, a alteração será feita após denúncias de falha na comunicação entre Polícia e Judiciário, evidenciada no caso da morte de Rayane Amorim Piccelli Pereira, seis anos, no dia 29 de fevereiro, em Campo Grande.

Rayane foi atropelada pela motocicleta conduzida por Magno Henrique Martins dos Santos, 28 anos. Vinte e três dias antes de matar a menina, Magno esteve na 2ª Delegacia de Polícia Civil e, mesmo com mandado de prisão expedido pela Justiça, não ficou preso porque a determinação do Poder Judiciário ainda não constava no sistema policial.

Caso o sistema de informação judicial estivesse interligado com o policial, Magno teria sido preso e Rayane não seria atropelada.

De acordo com o presidente da comissão, Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Júnior, as deficiências do Sigo dificultam o trabalho. "O Judiciário não tem integração com outras autoridades. Mandados de prisão e outros ofícios podem demorar até quatro meses para ser enviados", comentou.

Mesmo com o posicionamento da Sejusp (Secretaria de Segurança Pública), a OAB/MS encaminhou a denúncia ao Ministério Público Estadual que deve instaurar inquérito civil público para investigações.

A assessoria de imprensa da Sejusp deve repassar mais informações sobre o caso nesta quarta-feira.



Mesmo que o Judiciário enviasse de imediato os MPs não seria inseridos no Sistema log assim. A Polícia trabalha integrada entre si no Brasil quase todo. São inseridos MPs de todo Brasil nas Delegacia/POLINTERs. O certo mesmo é que a OAB/MS sugere.
 
Ezio José em 03/04/2012 07:56:15
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