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Capital

Marido diz que usou droga antes e depois de assassinar professora

Por Nadyenka Castro e Francisco Júnior | 23/08/2012 14:45

Ele foi indiciado por homicídio doloso e como não estava em situação de flagrante nem há mandado de prisão, continua solto

Advogado Edgar de Souza Gomes com o cliente Evandro, de rosto tampado. Ele foi indiciado por homicídio doloso e continua em liberdade. (Foto: Minamar Júnior)
Advogado Edgar de Souza Gomes com o cliente Evandro, de rosto tampado. Ele foi indiciado por homicídio doloso e continua em liberdade. (Foto: Minamar Júnior)

Assassino confesso da professora Zilca Fernandes Marques, de 46 anos, Evandro Fernandes, 34 anos, disse à Polícia Civil que matou a esposa sob efeito de pasta base de cocaína e consumiu drogas até esta quinta-feira. O crime aconteceu na noite de segunda-feira (20), na residência do casal, em Campo Grande. O corpo foi encontrado nessa quarta-feira e na manhã desta quinta-feira Evandro se apresentou à Polícia.

De acordo com Edgar de Souza Gomes, advogado de Evandro, ele contou à Polícia Civil que na segunda-feira almoçou com a esposa na cidade e depois retornaram para a chácara onde moravam, na Chácara dos Poderes. Neste meio tempo Evandro comprou pasta base de cocaína.

Zilca voltou para a área urbana para participar de reunião de trabalho, mas, o evento foi cancelado e ela retornou para casa por volta das 15h30min e flagrou o marido fazendo uso do entorpecente. Diante do flagrante, os dois discutiram porque ela não queria que ele fizesse uso.

Ele saiu de casa e foi consumir a droga em uma mata nos fundos da chácara. Por volta das 18h30min Evandro retornou para a propriedade e se deparou com Zilca regando as plantas. O casal novamente discutiu porque ela não queria deixá-lo entrar na residência.

Depois de um tempo de discussão, a professora permitiu que o marido entrasse para tomar banho. Já dentro do imóvel houve outra briga. Na versão de Evandro, Zilca deu um empurrão nele e ele então pegou uma faca e deu um golpe na esposa.

Conforme o advogado, Evandro declarou que depois do primeiro golpe não se lembra de mais nada - foram 11 ao todo - e só se recorda de ver o corpo da esposa ensanguentado na sala. Ele ficou na residência até por volta das 21h30min, tomou banho, entrou no carro dele – uma picape Saveiro de cor prata –e foi para a região central da Capital, onde ficou até a manhã desta quinta-feira percorrendo bocas de fumo e consumindo droga.

O advogado relatou ainda que Evandro contou também que havia tomado Sibutramina, assim como Zilca. O medicamento de uso controlado no País é para emagrecimento e, segundo Evandro, foi comprado junto com a esposa no Paraguai.

Segundo Edgar, nesta quinta-feira pela manhã Evandro procurou a família, que chamou o advogado. Ele se apresentou na 3ª Delegacia de Polícia Civil por volta das 9 horas , foi indiciado por homicídio doloso e como não estava em situação de flagrante nem há mandado de prisão contra ele, continua solto.

Conforme o delegado responsável pela investigação, Márcio Custódio, Evandro e Zilca se conheceram pela internet – através do Orkut -, em novembro do ano passado e começaram a morar juntos três meses depois. Ela sabia que ele era dependente químico e tentava ajudá-lo, assim como a família dele.

Evandro é usuário de drogas desde os 15 anos e já foi internado várias vezes, tendo tido pelo menos cinco recaídas. A família dele é dona de uma clínica de recuperação para usuários de drogas.

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