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Capital

Assessor do ministro interino fala em 70 novos leitos de UTI para Campo Grande

Airton Cascavel participou de transmissão ao vivo da Secretaria Estadual de Saúde, nesta segunda-feira

Por Jones Mário | 03/08/2020 11:50
Assessor do ministério da Saúde, Airton Cascavel, durante transmissão ao vivo (Foto: Reprodução)
Assessor do ministério da Saúde, Airton Cascavel, durante transmissão ao vivo (Foto: Reprodução)

O assessor especial do ministério da Saúde, Airton Antônio Soligo, ex-deputado federal conhecido como Airton Cascavel, falou na ativação de 70 novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos próximos dias, para tratamento de casos graves de covid-19 em Campo Grande.

O representante da pasta comandada interinamente pelo general Eduardo Pazuello está na Capital e participou da transmissão ao vivo da SES (Secretaria Estadual de Saúde), nesta segunda-feira (3).

O governo federal não faz mais nada do que a obrigação de trazer o apoio. Da mesma forma que a pandemia, no primeiro momento, atingiu Norte, Nordeste, depois entrou por São Paulo, chegou o momento de Mato Grosso do Sul, do Centro-Oeste”, comentou Cascavel.

Já haviam sido anunciados no fim de semana 20 novos respiradores para o Estado. Outros 40, para a Capital, foram garantidos pelo assessor especial durante a transmissão de hoje.

Mais dez ventiladores pulmonares foram citados pelo secretário Geraldo Resende, oriundos de doações da JBS. Estes serão instalados no Hospital Adventista do Pênfigo, que reservou uma ala com dez leitos de UTI para casos de novo coronavírus.

“É necessário que haja a UTI, como um seguro de carro, mas é preciso evitar o acidente, evitar que a pessoa chegue nesse estado”, complementou Airton Cascavel, em aceno às medidas de isolamento social.

Boletim de hoje da SES aponta para 90% de ocupação dos leitos públicos de UTI na macrorregião de Campo Grande.

Painel da secretaria indica ocupação geral de 92,4% só entre os leitos de UTI instalados na Capital, entre hospitais públicos e privados.

Testagem - Resende destacou ainda a articulação do ministério da Saúde para mandar máquina de processamento de exames a Campo Grande. O equipamento é importado da Alemanha e deve chegar em dez dias, segundo ele. A proposta é tornar o Estado autossuficiente em testagem.

Hoje, Mato Grosso do Sul manda semanalmente remessas de amostras para rodar nos laboratórios do Instituto Butantan, em São Paulo (SP), e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro (RJ). A estratégia desafoga o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), que concentra a testagem para covid-19.

Atualização - Mato Grosso do Sul chegou hoje ao total de 26.645 casos confirmados de covid-19. A doença já matou 421 pessoas no Estado.