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Capital

PF apreende até Ford da década de 1920 e jipe de 1958 em operação

Cinco guinchos transportaram os veículos confiscados em ação contra o narcotráfico

Por Silvia Frias e Bruna Marques | 04/11/2026 09:51

Após cerca de quatro horas de operação e carregamento de 5 guinchos, os policiais federais deixaram o galpão da funilaria da Rua São Borja para rebocar os carros apreendidos na Operação Ifrit da Polícia Federal. Entre os veículos, estão até um Ford da década de 1920 e um jipe Willys/Overland verde, de 1958.

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Ifrit contra grupo suspeito de tráfico transnacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Com 500 policiais federais e 44 servidores da Receita, são cumpridos 76 mandados de busca, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária em sete estados. Em uma funilaria de Campo Grande, carros apreendidos, inclusive modelos antigos da Ford, foram rebocados. Entre os alvos, estão um ex-delegado e um empresário de Ponta Porã.

As equipes estão cumprindo 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de três monitoramentos eletrônicos e afastamento de três policiais civis. A ação envolveu 500 policiais federais e 44 servidores da Receita Federal para cumprimento das ações em MS, SC, PR, SP, MT, GO e RO.

Os veículos estão sendo levados para a sede da PF (Polícia Federal).

A movimentação no galpão começou antes das 6h. Lá funciona uma empresa de serviço de lanternagem, funilaria e pintura de veículos automotores.

A PF não informou quantos mandados foram cumpridos no local. Um advogado foi até o local para tentar recuperar o carro de cliente que estava para manutenção. “Mas não tenho nada a ver com a operação”, disse. A resposta dos policiais federais é que ele deveria procurar o delegado responsável pela investigação.

PF apreende até Ford da década de 1920 e jipe de 1958 em operação
Guinchos posicionados ao lado do galpão para serem levados à PF (Foto: Bruna Marques)

O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Segundo as investigações, o grupo utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e para intimidar rivais.

A organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã/MS e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros. As investigações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

Entre os alvos da operação estão o ex-titular de duas delegacias de Campo Grande, Hoffman D´Avila Souza, e o empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, integrante de uma família conhecida na região de fronteira com o Paraguai.

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