PF rastreou 12 apreensões de drogas e armas em 4 anos para capturar quadrilha
Investigação identificou 2,5 toneladas de cocaína, 8 de maconha e armamento ligado à organização criminosa
Antes de deflagrar a Operação Ifrit, a PF (Polícia Federal) identificou pelo menos 12 grandes apreensões de drogas e armas realizadas entre 2022 e 2026, pelos envolvidos na quadrilha ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Os flagrantes, registrados em diferentes estados, revelaram o esquema de tráfico transnacional que envolve lideranças da facção, o delegado Hoffman D’Ávila e policiais civis, militares de Mato Grosso do Sul, e um rodoviário federal do Mato Grosso.
RESUMO
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Ao longo do período rastreado, as ocorrências envolveram mais de 2,5 toneladas de cocaína, 8 toneladas de maconha e cerca de 50 quilos de dry, além de fuzis e pistolas de grosso calibre. As cargas eram transportadas em veículos, caminhões e carretas, muitas vezes escondidas em compartimentos preparados ou misturadas a mercadorias lícitas.
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O levantamento também identificou episódios de violência na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, incluindo o sequestro e a tortura de três paraguaios, em julho de 2025, atribuídos ao grupo investigado.
Entre os primeiros registros identificados pela investigação está uma apreensão realizada em 29 de junho de 2022, em Ponta Porã. Na ocasião, foi encontrada uma pistola israelense Jericho 941PL, calibre 9 milímetros, acompanhada de dois carregadores e 33 munições, dentro de uma caminhonete Hilux blindada com placas paraguaias.
Em janeiro de 2023, uma ocorrência em São José (SC) resultou na apreensão de uma pistola Glock 9 milímetros, com ferrolho banhado a ouro, além de munições. O caso foi registrado como tráfico transnacional de armas.
Já em dezembro de 2024, em Guaíra (PR), policiais encontraram 32 quilos de cocaína escondidos no tanque de combustível de um veículo.
Em Mato Grosso do Sul, uma das apreensões ocorreu em 7 de janeiro de 2025, em Campo Grande. Foram interceptados 50 quilos de cocaína e quatro quilos de skunk transportados em um veículo que levava uma carga de tereré.
Em setembro do mesmo ano, outra apreensão de grande porte foi registrada em Ponta Porã. No dia 19, foram encontrados 322 quilos de cocaína em um compartimento secreto de uma carreta estacionada em um endereço ligado à organização investigada.
No mês seguinte, em 22 de outubro, em Bataguassu, foi localizada uma carga com mais de 2 mil quilos de argamassa de cimento misturada com cocaína. O entorpecente estava escondido em um compartimento oculto de um caminhão frigorífico.
Violência na fronteira - A investigação também identificou um episódio de violência ocorrido nos dias 18 e 19 de julho de 2025, na região de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e Ponta Porã. O caso envolveu o sequestro e a tortura de três paraguaios, executados, segundo a investigação, a mando do grupo criminoso.
Em janeiro de 2026, a sequência de apreensões continuou. No dia 23, em Água Clara, foram flagradas oito toneladas de maconha, além de armas de fogo e munições importadas. Oito dias depois, em 31 de janeiro, policiais apreenderam dois fuzis, calibres 5.56 e 7.62, uma pistola Glock modelo 17, calibre 9 milímetros, e munições, em Ponta Porã.
Em 13 de abril, outra carga de droga foi interceptada em Campo Grande. Dessa vez, eram 52 quilos de skunk transportados junto a uma carga lícita de papel-toalha. Já em 11 de junho, em Três Lagoas, foi encontrado um quilo de cocaína escondido em um compartimento preparado em um veículo.
O registro mais recente da relação de ocorrências apresentada pela investigação é de 29 de setembro de 2026, em São José do Rio Preto (SP), onde foram apreendidos 417 quilos de maconha transportados na cabine de um caminhão cavalo-trator.
Operação Ifrit - A Operação Ifrit foi deflagrada nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal. Por determinação da Justiça Federal de Campo Grande, são cumpridos 76 mandados contra integrantes de uma organização criminosa apontada como responsável pelo tráfico transnacional de drogas e armas.
A ofensiva ocorre em Mato Grosso do Sul e outros seis estados, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. A investigação busca desarticular a estrutura criminosa e atingir os envolvidos no esquema de transporte e distribuição de entorpecentes e armamentos.


