Aos 2 anos, menino de MS enfrenta câncer e faz quimioterapia na Irlanda
Família trabalha em frigorífico e precisa de ajuda com gastos relacionados à internação
Gael completou dois anos em outubro, dois dias após receber um diagnóstico de linfoma intestinal, um tipo de câncer. Ele faz quimioterapia desde então, quase sempre sorrindo.
RESUMO
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Gael, de dois anos, natural de Bataguassu (MS), faz quimioterapia em um hospital público de Crumlin, na Irlanda, após ser diagnosticado com linfoma intestinal. Os pais, Beatriz e Luan, moram em Waterford e se afastaram do trabalho para acompanhá-lo. O tratamento pode durar até um ano, e as chances de cura são de 80%. Sem salário, a família arrecada 11 mil euros em vaquinha virtual, que já alcançou 90% da meta, enquanto aguarda um benefício do governo irlandês.
O menino nasceu em Bataguassu, em Mato Grosso do Sul, e atualmente mora em Waterford, cidade na Irlanda a 170 km de Dublin. Seus pais, Beatriz Fernanda Marinho Lima, 21, e Luan Rodrigues da Silva, 28, mudaram-se para a Europa há cerca de um ano e trabalham num frigorífico.
“Mudamos para cá porque meu pai e minha mãe já moram aqui e conseguiram um emprego para o meu marido e depois para mim. Viemos para ficar. Nunca iríamos imaginar que nosso filho fosse ter um problema tão sério”, contou Beatriz à reportagem hoje (4).
Para acompanharem Gael no hospital, ela pediu licença do trabalho e o marido tirou férias. A imigrante explica que, por estar afastada, não tem direito a salário. Contam apenas com a remuneração recebida por Luan antes do período de descanso.
A internação da criança no hospital público de Crumlin não gera despesas, mas o casal tem gastos diários com alimentação, transporte e com a acomodação anexa à unidade, onde dormem. Só o aluguel do dormitório fica 126 euros por semana. "Fora isso nós temos as nossas contas, a casa para manter, temos o carro que nos ajuda a fazer o que é necessário pelo Gael", relata a mãe.
Segundo Beatriz ouviu dos médicos, o tratamento pode levar de seis meses a um ano. Gael não reagiu bem ao último ciclo de quimioterapia. "Não se sabe quanto tempo vai levar. No último ciclo, ele teve febre de 41,3ºC e tive que pedir insistentemente para o levarem à UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele ficou cinco dias lá", afirma.

Gael voltou para a ala pediátrica e melhorou. "Agora estamos aguardando o terceiro ciclo de quimioterapia e acreditando na melhora", continua a mãe.
Conforme a equipe do hospital, as chances de cura do caso de câncer são de 80%. "Tenho fé que vai ser possível. Conheço uma criança em Nova Andradina, também no Mato Grosso do Sul, que teve a mesma doença e hoje está bem", relata.
Confusão e barriga inchada - O diagnóstico correto do bebê demorou um mês para sair. No começo, foi confundido com giardíase, uma infecção parasitária.
Enquanto via o abdômen dele bastante inchado, a mãe suspeitou que a alergia à proteína do leite estava se manifestando novamente, apesar dos sinais terem desaparecido.
"Fiquei esperando a ligação para um exame que ele precisava fazer em Waterford, mas não chegava. Decidimos ir até Dublin, onde ele fez exames e uma médica me deu a notícia sobre o câncer", lembra a mãe.
Vaquinha - O casal calcula que 11 mil euros será o suficiente para manter a família enquanto o governo irlandês não libera um benefício já solicitado e o retorno de Luan ao trabalho ficar indefinido. "Tem uma assistente social nos acompanhando diariamente e acreditamos que o valor do auxílio não vai demorar a sair", ela diz.
Eles criaram uma vaquinha virtual que, até a publicação desta matéria, já reúne 90% do valor. Doações podem ser feitas aqui.
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