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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

14/01/2016 09:55

Bandeirantes: Na avenida das 50 garagens, desafio é vencer os buracos

Aline dos Santos
Na Bandeirantes, buraco engole cone que alerta motoristas para o perigo. (Foto: Fernando Antunes)Na Bandeirantes, buraco "engole" cone que alerta motoristas para o perigo. (Foto: Fernando Antunes)
Éliton tem garagem de motos há 16 anos na avenida. Depois os outros foram vindos. (Foto: Fernando Antunes)Éliton tem garagem de motos há 16 anos na avenida. "Depois os outros foram vindos". (Foto: Fernando Antunes)

Com 50 garagens de revenda de veículos, o desafio na avenida Bandeirantes é rodar em meio aos buracos que se espalham pelos quatros quilômetros.

A via se estende entre o Trevo Imbirussu e a avenida Afonso Pena e conduz moradores de bairros como Nova Bandeirantes, Taquarussu e Vila Jacy ao Centro de Campo Grande. Na manhã de ontem, a malha viária recebia intervenção de duas equipes de tapa-buraco. Mas, quando se fecha um, rapidamente “brota” outro.

“Fizeram há uns 30 dias e agora estão fazendo de novo. São buracos novos. A chuva está acabando com tudo”, afirma Luciano Augusto Gama de Lima, 36 anos. Ele é um dos proprietários da JTL Veículos, uma das muitas garagens que viraram marca da Bandeirantes.

“Aqui, 70% do comércio é voltado para carro. Mas é uma avenida bem completa”, diz Luciano, lembrando que há bancos, supermercado. A vocação automobilística da avenida também atraiu oficinas mecânicas, serviços de funilaria, automotivo e várias empresas de inspeção veicular.

Para os comerciantes, o sucesso das primeiras garagens, há mais de 30 anos, fez com que novos interessados fossem chegando e abrindo as portas. As transformações da Bandeirantes foram testemunhadas pelo pernambucano Francisco Rodrigues Coura, 73 anos. Atualmente, ele mora no Centro. Mas sempre aproveita as manhãs para visitar a avenida, que conhece há mais de 40 anos. “Aqui tudo era mato e foi loteado há 50 anos atrás”, diz.

Luciano conta que serviço tapa-buracos já havia sido feito há 30 dias. (Foto: Fernando Antunes)Luciano conta que serviço tapa-buracos já havia sido feito há 30 dias. (Foto: Fernando Antunes)
Francisco lembra que um dos primeiros imóveis comerciais da Bandeirantes foi fábrica de carroceria (Foto: Fernando Antunes)Francisco lembra que um dos primeiros imóveis comerciais da Bandeirantes foi fábrica de carroceria (Foto: Fernando Antunes)

Na época, caminhava uma hora para ir à “cidade”, expressão que usa para se referir ao Centro de Campo Grande. Visitando as memórias, Francisco conta que um dos primeiros imóveis com fins comerciais foi uma fábrica de carroceria de caminhão. Aproveitando a chegada dos moradores para a formação dos bairros, ele lembra que por mais de quatro décadas comandou um armazém, que na época levava mesmo era o nome de “bulicho”.

Com aumento da frota de motocicletas na cidade, as garagens de moto também ganham espaço na avenida. Éliton James Nogueira Ortiz, 42 anos, conta que foi um dos primeiros a abrir revenda de moto na Bandeirantes. A garagem funciona há 16 anos. “De moto, o mais velho da avenida sou eu. Depois os outros foram vindos”, afirma.

 

Na última quarta-feira, avenida recebeu duas equipes para tapar buracos. (Foto: Fernando Antunes)Na última quarta-feira, avenida recebeu duas equipes para tapar buracos. (Foto: Fernando Antunes)

Os buracos do caminho – Apesar da ação do tapa-buraco, as “panelas” se espalham pela avenida. Uma delas “engoliu” um dos dois cones utilizados na sinalização do perigo. O risco é maior para os motociclistas, que sofrem tombos ao passar pela via esburacada. “O maior problema é buraco, o asfalto em geral”, avalia o lojista Thiago Moreno, 25 anos.

A Bandeirantes, avenida que integra o corredor de ônibus Sudoeste, terá recursos para recapeamento. O serviço deve ser executado por meio de parceria da prefeitura com o Exército. Ao todo, o investimento será de R$ 19,5 milhões para novo asfalto em quatro vias: Bandeirantes, Brilhante, Guia Lopes e Marechal Deodoro.

Nas ruas – O Campo Grande News faz série de matérias mostrando a situação de ruas e avenidas da cidade. As escolhidas foram algumas entre as de maior fluxo, por onde circula boa parcela dos campo-grandenses.

Mercado voltado para veículos é vocação da avenida. (Foto: Fernando Antunes)Mercado voltado para veículos é vocação da avenida. (Foto: Fernando Antunes)
Veículos sofrem danos com buracos que brotam pela Bandeirantes. (Foto: Fernando Antunes)Veículos sofrem danos com buracos que "brotam" pela Bandeirantes. (Foto: Fernando Antunes)


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