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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

31/03/2011 17:38

Beatriz Dobashi revela plano de transformar Santa Casa em fundação

Fabiano Arruda e Jorge Almoas

Mecanismo permitirá captar mais recursos e melhor gestão, diz secretária

Reunião hoje na Santa Casa discutiu saídas para hospital.Reunião hoje na Santa Casa discutiu saídas para hospital.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira, a secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, revelou a possibilidade da transformação jurídica da Santa Casa de hospital privado beneficente para fundação.

Segundo ela, o mecanismo, que tem de ser feito até 2013, prazo de encerramento da gestão da junta interventora, permitirá captar mais recursos e melhorar a gestão no hospital.

Dobashi engrossou o coro: o colapso no maior hospital público de Mato Grosso do Sul é a falta de recursos e problemas pontuais de gestão.

“O problema na Santa Casa não é único e se refere a todo o sistema de Saúde em Campo Grande”, explicou.

“A Santa Casa tem de aceitar ser regulada e o Samu também. E o Hospital Universitário tem de cumprir o que foi pactuado”, disse Dobashi, fazendo referência que a regulação dos órgãos poderia ajudar a melhorar a crise na Saúde no Estado, além de indicar que o HU não estaria cumprindo em Campo Grande acordo que determina atendimento de casos de ortopedia de menor intensidade, ou seja, fraturas menos complexas.

Cardiologia - A titular da Secretaria Estadual de Saúde também comentou sobre a situação de alguns setores da Santa Casa, como o de cardiologia, que tem reforma orçada em R$ 450 mil, mas com obras paradas.

A secretária explicou o caso. Disse que um problema na reforma do pronto-socorro acabou por interromper as obras na UTI Coronariana.

Dobashi falou ainda da situação do setor de oncologia que, segundo ela, é um dos maiores problemas ainda na Santa Casa por conta da terceirização.

Esse tipo de prestação de serviços foi bastante criticada. Mas, segundo a secretaria já diminuiu bastante na Santa Casa. "Só a oncologia ainda depende basicamente da terceirização", diz.

Reunião - Encontro na tarde desta quinta-feira na sede da Santa Casa discutiu as próximas medidas para resolver o caos na unidade. Participaram da reunião membros da junta interventora, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), o deputado federal, Luiz Henrique Mandetta (DEM), os secretários estadual e municipal de Saúde, Beatriz Dobashi e Leandro Mazina, respectivamente; os vereadores da Capital Loester Nunes (PDT) e Jamal Salem (PR), além dos procuradores do MPF (Ministério Público Federal), Felipe Fritz, e do MPE (Ministério Público Estadual), Mauri Valentin Risiotti.

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Vai aqui o depoimento de quem precisou da Sta Casa antes e depois dessa intervenção da prefeitura: o serviço está inegavelmente muito melhor. Lógico que ainda tem muito a se melhorar, mas a qualidade do atendimento é melhor, apesar de ter mais gente pra ser atendida.
 
Ivani Xerxes em 01/04/2011 10:18:27
Prezados sei que nossos governantes podem estar com a maior boa vontade por que conheço o pessoal que participou da reunião, mas é uma vergonha a situação, nossa capital esta crescendo muitas pessoas de fora estão vindo morar aqui, pessoas com capital $$$ tanto pessoas em busca de um futuro melhor, nossos bairros estão se transformado em verdadeiras cidades, a saúde e a educação são as maiores metas de nosso municipio na minha opinião ja que habitação e empregos estão indo no crescimento do país. Mas a saúde esta um caos até mesmo o setor privado esta complicado, a maior operadora de planos de saúde do municipio esta no maior pé de guerra com os médidos, várias especialidades estão saindo da operadora, e a saúde pública cada ano que se passa as coisas estão piorando, e ninguem pode falar q falta dinheiro, por que tem, falta é planejamento, organização e plano diretor para crescimento e desenvolvimento em todas as áreas, e atrair novas operadoras de serviço privado para a saúde.
 
Cezar Luis Mourão em 01/04/2011 09:18:40
Concordo plenamente com a posição do camarada Janio. Fui presidente do Sindicato de Enfernagem -SIEMS, e durante aquela época de lutas por melhorias nas condições de trabalho e salariais, a saúde hospitalar não encontrava o caos que hoje se encontra. Lembro que naquela época havia 750 leitos hospitalares, fora os corredores cheios de macas, e os recursos eram 50% menor do atualmente repassados. E hoje quantos leitos estão diposniveis? Quantos tem sido repassados do SUS para a Santa Casa? São perguntas que merecem respotas para a população.
 
paulo cezar machado em 31/03/2011 09:42:23
Faz tempo que os políticos utilizam a Santa Casa como palco eleitoral, como a associação dos enfermeiros disseram. O que falta é o Ministério Público investigar as contar, exigir balancetes, analisar convênios. Estranho é que nem o TCU e a AGU fiscalize a Santa Casa, uma vez que existem repasses federais. Se criarem outra fundação que não seja federal vai continuar tudo do mesmo jeito. Vide o Hospital de Dourados recentemente envolvido em escândalos. Não falta dinheiro, falta fiscalização!
 
leonardo dittmar em 31/03/2011 07:56:15
Com saúde não se brinca.
O direito a saúde é constitucional. Basta de intervenções e medidas paliativas.
Que os governos federal, estadual e municpial estatize a Santa Casa de Campo Grande imediatamente.
Saúde pública e gratuita para todos!!!
 
Marco Antonio Oliva Monje em 31/03/2011 06:30:05
Se olharmos lá na Constituição Brasileira vamos deparar com a determinação da Lei que diz que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, que de preferência deve ter seus (PRÓPRIOS) hospitais e postos de Saúde para o atendimento à população. O Município de Campo Grande não tem um hospital e por isso sempre contou com a grande estrutura da SANTA CASA, que é um hospital privado, assim como o Hospital do Pênfigo, do Câncer, a Pro-Matre, etc. Por isso, tem muita gente que acha que a SANTA CASA é a responsável pela saúde da nossa cidade. Não é. Por lei todo município é responsável direto pela saúde e pelo atendimento primário do PRONTO SOCORRO. Para se ter uma idéia da ausência da Prefeitura na prestação da saúde com seus próprios meios, até pouco tempo atrás, Campo Grande não tinha um PRONTO SOCORRO MUNICIPAL. Era a SANTA CASA que cumpria esse papel no atendimento, que agora felizmente está sendo substituído pelos POSTOS de SAÚDE do Município principalmente os 24 horas. Pelas diretrizes do SUS essa nova formatação de atenção à saúde, com atendimento nos Postos 24 horas, visa dar maior poder de resolução nos atendimentos á população. O PROBLEMA É QUE NA PRÁTICA O POVO CONTINUA SOFRENDO, PORQUE NOS POSTOS MUNICIPAIS, FALTAM MEDICOS, FALTAM MEDICAMENTOS, FALTAM ESPECIALIDADES! Sobra só a POLÍCIA, que a Prefeitura chama como forma de aplacar a ira da população pelo mau atendimento! A SANTA CASA, como outros hospitais da cidade, é uma entidade FILANTRÓPICA, uma associação civil, que, ao longo dos anos, tem atendido o povo nos problemas de SAÚDE, principalmente na média e alta complexidade. Acontece que o Município, porque não têm hospital próprio, contrata os serviços da SANTA CASA. Deveria então remunerá-la pelo valor verdadeiro dos serviços e não pela tabela do SUS. A constatação é lógica: a tabela do SUS leva ao DEFICIT CRÔNICO. Por isso que o maior e mais completo HOSPITAL da nossa cidade- a Santa Casa - entrou nessa crise crônica que nem mesmo um MÁGICO da economia conseguiria resolver. Quem perde com tudo isso é o POVO que passou a ter atendimento difícil chegando ao ponto de nem encontrar vagas para internações e até cirurgias. Foi diante dessa crise na SANTA CASA por insuficiência dos repasses das verbas do SUS e do Município que o Prefeito de Campo Grande, em dezembro 2004, resolveu sob orientação dos MINISTÉRIOS PUBLICOS, decretar a “REQUISIÇÃO DO HOSPITAL SANTA CASA”, com a promessa de “sanear suas finanças” e impor uma “gestão profissionalizada” para gerir o Hospital. Se olharmos sob o ponto de vista jurídico foi uma ESTÚPIDA violência contra a expressa proibição de interferência do poder ESTATAL na liberdade e no livre funcionamento das associações civis e contra o respeito ao direto de propriedade. (art. 5, XVII, XIX e XXII) da nossa Constituição Federal. Ao invés de o Prefeito ajudar a SANTA CASA a ter as verbas com valores reais liberadas no MINISTÉRIO DA SAUDE preferiu, sob orientação de “alguns iluminados”, decretar a intervenção no maior Hospital do Estado. É claro que a falta de verbas publicas para fazer um hospital particular funcionar adequadamente “não é um perigo iminente” que autorize o poder publico a requisitar os bens de uma entidade privada. Então vejamos. No dia 30 de dezembro de 2007 completaram-se três anos da intervenção.Durante esses três anos, recebeu 45 milhões a mais de RECURSOS dos Governos Federal e Estadual. Apesar disso, a dívida aumentou de R$ 37 para 57,8 MILHÕES; afora 265 ações ajuizadas contra a SANTA CASA, que resultaram em inúmeras penhoras de bens e equipamentos da entidade. Mas, o pior de tudo foi que, nesse período, DIMINUIU a quantidade de LEITOS OCUPADOS; diminuiu a QUALIDADE dos serviços prestados (não tem cirurgias eletivas, acabaram os transplantes, etc.); os equipamentos do hospital foram na maioria SUCATEADOS. Mas, o cúmulo do absurdo foi que, embora a Justiça houvesse proibido o MUNICÍPIO, como interventor, USOU, indevidamente, o nome da ASSOCIAÇÃO, seu CNPJ e suas CONTAS BANCÁRIAS e o DINHEIRO da Entidade. Por isso, todos os atos praticados nesse período (entre 2005 e 2007) são nulos de pleno direito e o Município vai ter que responder por isso. Enquanto isso o Prefeito, o Secretário de Saúde e o Interventor na época não sabiam nem informar o quanto era a dívida; mas os CREDORES sabiam, tanto que eles ajuizaram mais de 265 ações! Apesar de o Prefeito ter anunciado que tudo estava PAGO o Dr. Trombini, que era o Interventor nomeado pela Prefeitura, confirmou na época à imprensa que, além de depósitos bancários, inúmeros bens da Associação estavam penhorados, como carros, equipamentos, imóveis e outros! De lá pra cá a INTERVENÇÃO contou com outros gestores que nada acrescentaram e a SANTA CASA só regrediu, sua dívida aumentou, quase todos os serviços foram terceirizados e por isso o quadro funcional foi reduzido drasticamente, a qualidade dos serviços ficou crítica. Foi, então, que a partir de 2005 os Ministérios Públicos, tentando livrar a “cara” da Prefeitura pelo enrosco, entraram com uma ação civil pública para transferir a intervenção do Município para o Poder Judiciário, ou seja, para o Juiz da Vara de Direitos Difusos da Capital ser o interventor judicial. Apesar de ter deferido uma liminar para colocar o Estado e o Município para tocar o Hospital sob suas ordens, o mesmo Juiz, um ano depois, indeferiu a ação e revogou a liminar, mandando devolver imediatamente o Hospital à Associação. Na avaliação do Juiz, ficou evidente que a INTERVENÇÃO não ACRESCENTOU nenhuma melhora para a administração do Hospital, nem para a atenção à saúde da população, bem como não houve saneamento de suas finanças, cujo rombo, ao invés de diminuir aumentou de 37 milhões para cerca de 110 milhões hoje, e a tão propalada “gestão profissionalizada” serviu apenas para consumir R$ 3,6 milhões dos cofres públicos pagos à empresa especializada (UNIFESP), contratada para introduzir a “gestão”, que teve que pular do barco – dizem até que teve luta corporal por conta da junta interventora discordar das novas diretrizes ditadas pela empresa contratada – sem ultimar seus trabalhos. Apesar do caos reinante, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reformou a decisão do Juiz e sem que ninguém pedisse, nem mesmo os Ministérios Públicos, resolveu prorrogar a intervenção até o ano de 2013, julgando a medida “benéfica” para o atendimento da saúde pública em nossa cidade, com uma visão totalmente diversa daquela que o Juiz teve ao indeferir a ação! Setores organizados da nossa sociedade, o Conselho Municipal de Saúde, os Sindicatos dos trabalhadores e dos Médicos e toda população da cidade precisam estar atentos, esclarecidos de toda situação desse hospital tão importante para a saúde do nosso Estado. Sou um cidadão grato a SANTA CASA por que lá estive internado por quase um ano lutando contra uma doença severa que determinou a retirada de todo meu intestino grosso (colectomia total e íleo anastomose). Conheço a realidade dessa Entidade associativa e acompanho seu calvário e toda a injustiça praticada contra o maior hospital que precisa hoje do apoio da população e a compreensão de todos os moradores da nossa cidade e do Estado!
A SANTA CASA merece mais respeito! SANTA CASA deve voltar para seus verdadeiros donos a ABSC. Sugiro criar um Conselho Consultivo e Deliberativo: formado pelas entidades: SINDICATO dos MÉDICOS, OAB, PREFEITURA/CG, GOV. ESTADO, representante dos CONS.MUNICIPAL E ESTADUAL DE SAUDE - GOV. FEDERAL (Min.Saúde), um representante de cada do poder legislativo; Camara Munc. de Campo Grande, Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual e a POLICIA FESDERAL. Esse Conselho JUNTO com a diretoria executiva da ABSC vai fazer uma análise da gestão, vai apontar o caminho para recuperar a ação governativa e operacinal do maior HOSPITAL deste ESTADO.
Prof. Jânio Batista de Macedo – Presidente Estadual do SINDNAPI MS
Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e idosos da FORÇA SINDICAL www.sindicatodosaposentados.org.br
 
Prof. Janio Batista de Macedo em 31/03/2011 06:22:36
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