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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

11/05/2016 17:51

Braço estadual da Lama Asfáltica prevê novos desdobramentos no fim do mês

Paulo Yafusso
Promotora de justiça Cristiane Mourão, que assumiu a coordenação do Gaeco, mas continua atuando na força-tarefa (Foto: Arquivo)Promotora de justiça Cristiane Mourão, que assumiu a coordenação do Gaeco, mas continua atuando na força-tarefa (Foto: Arquivo)

Novos desdobramentos no braço estadual da Operação Lama Asfáltica devem ocorrer até o fim do mês, por conta dos avanços nas investigações que estão sendo feitas por uma força-tarefa criada pelo MPE (Ministério Público Estadual). Em balanço divulgado em fevereiro deste ano, a pedido dos promotores, a Justiça já havia decretada a indisponibilidade de bens de empresas e servidores, no montante de R$ 84 milhões.

O MPE não dá detalhes da ação, apenas assegura que ela será realizada e é resultado das provas levantadas principalmente em datas recentes. Na primeira fase das investigações, a força-tarefa entrou com quatro pedidos de prisões dos investigados e numa delas obteve êxito. Um dos pedidos ainda está sendo analisado pela Justiça, já que antes de dar o despacho o magistrado decidiu ouvir os acusados.

As prisões ocorreram no início de novembro do ano passado. Foram nove presos, entre eles o ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Elza Cristina dos Santos e Wilson Roberto Mariano, o Beto Mariano.

Assim como na investigação da Lama Asfáltica federal, eles são suspeitos de participação em esquema de desvio de recursos na execução de obras rodoviárias. A diferença é que uma investigação se refere a desvio de verbas federais e a da força-tarefa, restrita a dinheiro do orçamento do Estado.

A forma de atuação do grupo que a investigação federal e estadual chama de “organização criminosa” é a mesma tanto na execução de obras com recursos da União como do Estado. Usavam medições falsas de serviços executados em rodovias e com isso as empresas recebiam por serviço não realizado, e o dinheiro era desviado para os envolvidos no esquema.

Os promotores Thalys Franklyn de Souza e Tiago Di Giuliio Freire foram designados para atuarem exclusivamente nessa investigação. A promotora de justiça Cristiane Mourão que também integra a Força Tarefa e que assumiu neste mês a coordenação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), vai continuar em algumas investigações em que ela já vinha trabalhando.

Cristiane Mourão é a primeira mulher da história do MPEMS a assumir o comando do Gaeco. Ela assume no lugar do promotor de justiça Marcos Alex Vera de Oliveira, que foi nomeado para o cargo de secretário-geral do Ministério Público. Ele estava na coordenação do Gaeco desde outubro de 2010 e nesse período comandou 52 operações para o cumprimento de 423 mandados de busca e apreensão, 275 de prisão e 53 conduções coercitivas.

Nesta terça-feira (10), ao falar das 15 prisões feitas pela PF na Operação Fazendas de Lama, o deputado federal Zeca do PT criticou o que ele chamou de “omissão” do MPE nas investigações da Lama Asfáltica.

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