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Capital

Bueiros abertos se transformam em armadilha em Campo Grande

Por Fernando da Mata e Francisco Júnior | 01/02/2012 18:37
Bueiro onde motociclista caiu no dia do acidente (Foto: Pedro Peralta)
Bueiro onde motociclista caiu no dia do acidente (Foto: Pedro Peralta)
Uma semana depois do acidente, boca de lobo foi tampada (Foto: Fernando da Mata)
Uma semana depois do acidente, boca de lobo foi tampada (Foto: Fernando da Mata)

Os bueiros têm um papel muito importante no escoamento de águas da chuva nas cidades. Em Campo Grande, por exemplo, 15 mil estão instalados ao longo das vias pavimentadas, segundo a Águas Guariroba. O problema é que vários deles na cidade estão destampados, o que coloca em perigo a população.

Um dos acidentes envolvendo boca de lobo aberta aconteceu durante temporal na última quinta-feira (26), na esquina da rua Vitor Meireles com a avenida Gury Marques, bairro Universitário, região sul de Campo Grande.

Na ocasião, o motociclista Milton Teixeira Júnior, 21 anos, foi arrastado pela enxurrada para dentro do sumidouro e foi encontrado morto no outro dia na rua Conde de Pinhão, Jardim Colibri II, dois quilômetros distante de onde ele caiu.

Nesta quarta-feira (1º), o Campo Grande News voltou até o local e constatou que a boca de lobo foi coberta com armação de ferro e concreto.

Outro local onde há um bueiro aberto é a avenida do Poeta, no Parque dos Poderes. Apesar da galeria não ser profunda, pode causar acidentes.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Campo Grande informou que não tem o número de bocas de lobo destampadas na cidade. Porém, garantiu que as tampas de bueiros são repostas conforme as equipes de limpeza constatam a ausência delas.

A população pode acionar o serviço de manutenção de bueiros da prefeitura pelos telefones 3314-3675 e 3314-3676.

Boca de lobo aberta no Parque dos Poderes (Foto: Fernando da Mata)
Boca de lobo aberta no Parque dos Poderes (Foto: Fernando da Mata)

Outros problemas – A falta de tampa não é o único problema que envolve bueiros. Em algumas ruas, as bocas de lobo transbordam sujeira e até esgoto.

Um exemplo é o da rua Sérgio Porto, na Vila Carolina II. A vendedora Vilma Ferreira, 53 anos, mora na região há 12 anos e disse ao Campo Grande News que esse é um problema antigo.

“Toda vez que chove, ele transborda e sai aquela água fedorenta que toma conta do bairro inteiro”, reclamou a vendedora, que teme pela saúde das crianças do bairro, pois a água do esgoto vai para nascente do córrego Pindaré, local onde elas tomam banho.

O motorista Joaquim Augusto, 42 anos, ressaltou que, às vezes, fezes saem de dentro do bueiro. “O cheiro é podre e faz tempo e nada é feito. Tem dia que num dá nem para passar na rua direito”.

Próximo dali, na rua Carneiro de Campos, uma boca de lobo cedeu e abriu uma cratera no leito do córrego Pindaré no último sábado (28). Os trabalhos de reparo no local estão sendo feitos com reconstrução do muro de gabião, colocação de aterro e do pavimento.

De acordo com a Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), as obras devem ser concluídas em 15 dias.

Bueiro transbordando esgoto na rua Sérgio Porto (Foto: Francisco Júnior)
Bueiro transbordando esgoto na rua Sérgio Porto (Foto: Francisco Júnior)
Cratera aberta depois que bueiro cedeu no Marabá (Foto: Francisco Júnior)
Cratera aberta depois que bueiro cedeu no Marabá (Foto: Francisco Júnior)
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