SUS contrata hospital privado para fazer cirurgias de visão na Capital
Instituto de Campo Grande fará procedimentos oftalmológicos com investimento previsto de R$ 715,9 mil

O Ministério da Saúde contratou o Instituto da Visão de MS Ltda., em Campo Grande, para realizar procedimentos oftalmológicos destinados a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). A medida integra uma estratégia nacional de contratação de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias e reduzir o tempo de espera por atendimento especializado.
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Segundo o Ministério, estão previstos 624 procedimentos em Mato Grosso do Sul, todos concentrados na unidade de Campo Grande, com investimento de R$ 715.940,64.
O comunicado informa que serão realizados 458 procedimentos por meio das OCI (Ofertas de Cuidados Integrados) e 168 procedimentos cirúrgicos. As OCI reúnem consultas, exames e diagnóstico de uma mesma especialidade em um pacote de atendimento. A proposta é evitar que o paciente precise percorrer diferentes unidades para concluir as etapas necessárias ao diagnóstico e ao tratamento.
A contratação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, estratégia na qual hospitais privados e filantrópicos atendem pacientes encaminhados pelo SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para abatimento de tributos federais. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa busca aumentar a capacidade de atendimento e diminuir as filas por serviços especializados.
21 Estados - Em todo o país, o Ministério da Saúde informa já ter contratos com hospitais privados e filantrópicos de 21 estados para a realização de mais de 600 mil procedimentos gratuitos destinados a pacientes do SUS. Até agora, R$ 1 bilhão foi formalizado por meio de créditos financeiros, envolvendo 259 instituições.
Do total previsto nacionalmente, 458 mil procedimentos serão realizados por meio das OCI e outros 142 mil correspondem a cirurgias de diferentes níveis de complexidade.
A oftalmologia concentra a maior previsão de atendimentos, com 170 mil procedimentos por ano. Na sequência aparecem cardiologia, com 133 mil; ortopedia, com 113 mil; e oncologia, com 72 mil.
O programa também passou a incluir a Terapia Renal Substitutiva, utilizada no atendimento de pacientes que necessitam de hemodiálise. Segundo o Ministério, 136 instituições estão vinculadas a essa modalidade, com R$ 350 milhões em contratos e capacidade para garantir atendimento continuado a cerca de 40 mil pacientes por mês.
Conforme o balanço divulgado pela pasta, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada. O Ministério contabiliza 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes, correspondentes a R$ 26 milhões em atendimentos já validados.
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