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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

05/10/2015 12:10

Campo Grande é a capital com maior taxa de relatos de violência à mulher

Luana Rodrigues
Atendimento na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, nº1 - Jardim Imá.(Foto:Divulgação)Atendimento na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, nº1 - Jardim Imá.(Foto:Divulgação)

Campo Grande foi a capital com maior taxa de relatos de violência contra mulheres registrados no primeiro semestre de 2015. Com 110 relatos de violência a cada 100 mil mulheres, a capital é seguida por Brasília, que registrou 60 relatos por 100 mil mulheres, e Rio de Janeiro, com 59 relatos.

Somente no primeiro semestre de 2015, a Central do Brasil registrou pouco mais de 770 atendimentos em Campo Grande. O que significa cerca de 130 ligações por mês, cinco por dia. Desde março de 2014, a "Central de Atendimento a mulher - Ligue 180" foi transformada em disque - denúncia.

O Ligue 180 passou a acumular também as funções de acolhimento e orientação da mulher em situação de violência, para remeter as denúncias aos órgãos competentes pela investigação. Houve um aumento de 50% nos registros de cárcere privado e de 18% no número de estupros denunciados.

Ano passado, a cidade foi a capital com a maior taxa de atendimentos registrados, seguida por Brasília (DF) e Vitória (ES). Foi em Campo Grande que a Secretaria de Políticas para as Mulheres inaugurou a primeira Casa da Mulher Brasileira, em fevereiro de 2015.

De acordo com o relatório da Casa da Mulher Brasileira divulgado em julho, foram 3.171 mulheres atendidas, mas o número total passa dos 13 mil porque, para cada uma, são vários procedimentos adotados. O relatório destaca ainda que, durante o tempo que as mulheres mães vítimas de violência estavam no local, 588 crianças foram assistidas.

Ação da polícia - Somente no primeiro semestre deste ano, a Polícia Civil prendeu 339 pessoas por violência doméstica contra a mulher, em Campo Grande. O número representa um acusado preso a cada 12 horas na Capital, e é alto, mas se comparado a estatística de denúncias relacionadas ao crime(3.340), significa que somente 10% dos denunciados foram presos.

De acordo com a delegada titular da DEAM (Delegacia de Atendimento a Mulher), Rosely Molina, a questão é que o número de presos se refere apenas aos casos de flagrante e mandados de prisão. "Com relação as denúncias, é instaurado o inquérito, a denúncia é apurada, e depois tudo é relatado à justiça, que decide ou não pela prisão do acusado, são situações independentes uma da outra", explicou a delegada.

Sobre o aumento no registro de denúncias, Rosely acredita que representa a maior sensação de segurança por parte das mulheres, diante do trabalho feito pela polícia. "Estamos fazendo um trabalho intenso de repressão a violência doméstica, seja ela de ordem física ou moral, isso dá segurança, além disso, há mais meios para denunciar, o que facilita", afirma.

No Brasil - Dos atendimentos realizados em 2015 no Brasil, 34,46% corresponderam à prestação de informações (principalmente sobre a Lei Maria da Penha); 10,12% foram encaminhamentos para serviços especializados; 45,93% se referem a encaminhamentos para outros serviços de teleatendimento (telefonia), tais como: 190 da Policia Militar, 197 da Polícia Civil e Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos; e 8,84 % foram relatos de violência contra a mulher.

Do total de 32.248 relatos de violência contra a mulher 16.499 foram relatos de violência física (51,16%); 9.971 relatos de violência psicológica (30,92%); 2.300 relatos de violência moral (7,13%); 629 relatos de violência patrimonial (1,95%); 1.308 relatos de violência sexual (4,06%); 1.365 relatos de cárcere privado (4,23%); e 176 relatos de tráfico de pessoas (0,55%).

Entre as unidades da federação, a maior taxa de relatos de violência pelo Ligue 180 foi verificada no Distrito Federal (60 relatos por 100 mil mulheres), seguida por Piauí (44 relatos por 100 mil mulheres), e Goiás (35 por 100 mil mulheres). Nos primeiros seis meses de 2015, o Ligue 180 atendeu todas as 27 unidades da federação, e 3.061 dos 5.570 municípios brasileiros (55%).

 



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