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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

04/11/2013 17:27

Cansadas de esperar, 900 famílias fazem invasões virar febre na Capital

Leonardo Rocha
Invasão no Jardim das Hortências conta com 100 famílias a espera de um casa ou terreno (Foto: Marcos Ermínio)Invasão no Jardim das Hortências conta com 100 famílias a espera de um casa ou terreno (Foto: Marcos Ermínio)
Moradores precisam conviver com frio, chuvas e risco de barracos desabarem (Foto: Marcos Ermínio)Moradores precisam conviver com frio, chuvas e risco de barracos desabarem (Foto: Marcos Ermínio)

Mais de 900 famílias estão em áreas invadidas à espera de uma casa ou terreno em Campo Grande. Eles esperam por uma ação da prefeitura para deixarem de viver em uma situação precária, onde estão convivendo com frio, chuvas e risco de incêndio em lonas e barracos que a qualquer momento podem desabar.

No jardim das Hortências, na região sul da Capital, cerca de 100 famílias ocuparam área pública há um ano e até agora não tiveram nenhuma posição da prefeitura em relação a aquisição de casas populares.

“Temos cadastro na EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) há 14 anos, mas nunca fomos contemplados, não conseguimos pagar o aluguel de R$ 600,00 no Aero Rancho, foi a nossa última alternativa”, afirmou o pedreiro José Carlos Moreira, 40 anos, que espera que no ano que vêm, época de eleição, a situação seja resolvida.

Aparecida Maria Vicente destacou que quando estiveram no gabinete do prefeito, este “mandou” eles saírem do local, para depois resolver o problema. “Estamos abandonados, ninguém nos dá solução, apenas nos mandam ir embora”.

Flávio da Silva, 26, que vive no local com a esposa e um filho de 1 ano e dois meses destacou que nas ultimas chuvas a sua lona rasgou e quase ocorreu uma tragédia. “Estamos sujeitos a um acidente a qualquer momento”. O cadeirante William dos Santos, 21, destacou que após ser internado na Santa Casa, o barraco foi sua única opção.

“A esperança é a última que morre, vivemos da promessa, tenho dois filhos para criar, quando chove as paredes parecem cair e temos que segurar os móveis para não ir embora”.

Aglomerado – Já na favela conhecida como “Cidade de Deus”, onde moram aproximadamente 600 famílias, a situação é precária e os moradores precisam conviver com temporais e risco de incêndio. “Até o momento com fé não aconteceu nada, mas além do perigo ainda ficamos com medo de sermos despejados, queremos apenas uma casa”, disse Euller Garcia, de 23 anos.

Laura Lopes, 52, destacou que só foi para o local porque avisaram que algumas pessoas foram contempladas. “Eu trabalhava no lixão e não tinha dinheiro para o aluguel, moro aqui com meu neto, mas morro de medo do teto ceder em cima da gente”.

Nova invasão – Na região das Moreninhas, um grupo de 70 famílias invadiu uma área faz dois meses com o objetivo de ser contemplada com terreno ou casa pela prefeitura. “Morava em uma área particular, mas fui retirado, tenho quatro filhos e esposa, se pago o aluguel, não tem dinheiro para comida em casa”.

Antônia Ferreira da Silva, 45, morava em Glória de Dourados e após pagar aluguel de R$ 300,00 ficou desempregada. “Aguardamos uma posição da prefeitura, espero que ele não nos deixe na mão”. Já Carlindo Brito, 54, confia no prefeito e acredita que o grupo será contemplado com uma casa até o final do ano.

Resposta – O secretário de obras, Semy Ferraz, afirmou que a prefeitura está buscando a reintegração de posse das áreas invadidas, já que esta situação “depõe contra cidade” e ainda traz riscos para a população, que vivem em situações precárias.

Ele destacou que a EMHA está realizando um serviço efetivo com “transparência” atendendo a população mais carente e não distribuindo casas a “cupinchas” como era feito no passado. “No início houve ações orquestradas para incentivar estas invasões, mas acredito que agora buscaremos uma solução ao problema”, apontou ele.

Cadeirante teve que optar por barraco após ficar internado na Santa Casa e não conseguir pagar aluguel (Foto: Marcos Ermínio)Cadeirante teve que optar por barraco após ficar internado na Santa Casa e não conseguir pagar aluguel (Foto: Marcos Ermínio)
Após trabalhar no lixão, a única opção foi recorrer a Cidade de Deus (Foto: Marcos Ermínio)Após trabalhar no lixão, a única opção foi recorrer a Cidade de Deus (Foto: Marcos Ermínio)



Parabens para o sr. Teo Assad, todos deveriam agir da mesma forma, mas infelizmente. Acho isso errado d+, não tenho dó nenhuma dessas pessoas, deveriam trabalhar pra conseguir suas coisas, eu trabalho pra poder pagar meus impostos e minha casa, prq eles acham que merecem sem fazerem nada. Quem tem dó, faz o seguinte, passa na frente de um desses locais invadidos, que vcs vão ver pessoas sentadas em baixo de arvores, tomando terere, tanto homens quanto mulheres, que aparentemente estão em perfeito estado de saude, bonzinhos pra trabalhar, mas ficam reclamando e fazendo filho, engraçado, ter 4 filhos e reclamar, na hora de fazer, ñ reclamou isso é certeza. Indignação total a essa situação. To cansada de trabalhar e sustentar esses, com tanto imposto que pago.
 
Liliane Moreira em 05/11/2013 11:30:14
eu não tinha onde morar quando cheguei aqui, então peguei uma enxada ,fui até um loteamento e comecei a carpir os terrenos sujos, ganhava menos que um salario minimo por mes, achei uma pessoa fazendo uma construção, me propus a ser servente do pedreiro, trabalhei por 2 meses nessa construção, enquanto isso minha familia ficou em uma casa bem simples ,nem piso tinha, que uma pessoa alugou bem baratinho para nós,aprendi a fazer concreto, assentar tijolos,logo ja estava fazendo calçadas cobrando um valor mais barato que o mercado consegui muitos serviços, acordava 5 horas da manhã e dormia por volta da meia noite, juntei um dinheirinho comprei um terreno a prestação paguei em 60 meses , hoje tenho uma casa boa que moro com minha familia já quitei o terreno e tenho mais duas casas de aluguel,
 
teo assad em 05/11/2013 09:40:17
Campo Grande (já foi) uma capital sem favelas....
 
Dalbert de Paula em 05/11/2013 08:43:57
A Prefeitura tem que agir rapido e encontrar uma solução para essas familias!
 
William Vilela em 05/11/2013 08:08:33
Engraçado enquanto eu trabalhei para comprar minha casa, muitos esperam cair do céu, muito digno isso parabéns!
 
Renato Augusto em 05/11/2013 07:49:30
e onde eu moro a situação e a seguinte , pessoas pegaram apartamentos e estão vendendo
e outros só colocaram a mudança e nunca moraram, isso poque esta no contrato da caixa que e para baixa renda e não pode ser vendido , doado ou emprestado pois e para pessoas que precisam. palhaçada pois sempre que entramos em contato com a caixa eles nem dão ouvidos. o condomínio sebastião melo tem 50% de apartamentos vendidos , e os que precisam não conseguem.
 
debora sandim carrilho em 05/11/2013 07:35:30
Essa é uma situação dificil para a maioria de quem realmente precisa de uma moradia!
Voces campo grande news, basta dar uma olhada nessa região e vera que a poucos dias nem casa lá existia, logo apos entregarem as casas a quem de fato necessita como diz a reportagem, existe muito luxo para quem não tinha nada, ou seja existe sim muita familia que precisa mas tem gente literalmente mamando na vaca gorda!
 
Anderson Silva em 05/11/2013 07:06:13
Nossa cidade, infelizmente esta regredindo, voltou a ter favelas, culpa deste ou daquele, não sei> Oque posso garantir, quem procura viver corretamente, esta sendo prejudicado, com estas favelas, sendo no roubo de energia, como também na desvalorização das casas próximos a estas invasões. Porém a Semadur disse, que depende de ordem judicial, e a Enersul so vai atrás, com policia, de quem tem endereço próprio. Mais uma vergonha, para nossa linda Capital.
 
NELSON CARLOS VEIGA BOGUE em 04/11/2013 21:10:32
Tá errado não pode invadir propriedade alheia, Deus é bom mas o homem nem tanto, o que é dele o bicho não come , invasor ofende a lei ,não adianta argumentar, ESTÁ ERRADO.
 
Geraldo Rodrigo em 04/11/2013 20:42:26
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