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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/01/2016 10:47

Capital monitora 13 pontos de alagamento, um considerado crítico

Natalia Yahn
A Avenida Ernesto Geisel, no cruzamento com a Avenida Euler de Azevedo, é um dos pontos mais críticos. O local foi tomado pela água no dia 25 de dezembro de 2015. (Foto: Gerson Walber)A Avenida Ernesto Geisel, no cruzamento com a Avenida Euler de Azevedo, é um dos pontos mais críticos. O local foi tomado pela água no dia 25 de dezembro de 2015. (Foto: Gerson Walber)
Walmir Lima, coordenador da Defesa Civil municipal, mostra um dos equipamentos de controle ao longo da Avenida Ernesto Geisel. (Foto: Fernando Antunes)Walmir Lima, coordenador da Defesa Civil municipal, mostra um dos equipamentos de controle ao longo da Avenida Ernesto Geisel. (Foto: Fernando Antunes)

Campo Grande tem 13 pontos de risco de alagamentos, inundações e enchentes monitorados pela Defesa Civil Municipal. No entanto, áreas não monitoradas também são consideradas de risco, por isso o alerta em caso de chuva é válido para toda a cidade.

Isso porque locais onde passam córregos podem sofrer com transbordamento, o que provoca alagamentos. E áreas onde a água se acumula provocando enxurradas podem registrar inundações.

A Defesa Civil alerta que o ponto mais crítico, atualmente, é ao longo da Avenida Ernesto Geisel. Principalmente no cruzamento com as avenidas Mascarenhas de Moraes, Rachid Neder e Euler de Azevedo, além da região entre a Vila das Ferroviários e o Horto Florestal.

Os alagamentos e inundações são provocados por motivos diversos e estão relacionados desde a falta de escoamento – por conta da grande quantidade de área asfaltada –, canalização e até mesmo a sujeira nos córregos que cortam a Capital.

“Campo Grande inteira tem risco de alagamento e inundação. Tudo vai depender da quantidade de chuva e do tempo que ela durar. Se chover 30 milímetros em 15 minutos na cabeceira de algum córrego que passa pela área urbana, toda a cidade pode sofrer”, afirma o coordenador da Defesa Civil na Capital, Walmir Barbosa Lima.

Nos locais onde existem córregos é comum vê-los transbordar e provocar enchentes, o que leva as inundações. Alguns pontos da cidade já são “velhos” conhecidos por isso, muitas vezes quando chove as vias são tomadas pela água.

Este é o caso das Avenidas Ernesto Geisel, Rachid Neder, Fernando Corrêa da Costa, Afonso Pena, Via Park, Ricardo Brandão e Interlagos. Atualmente, a via mais preocupante é a Avenida Ernesto Geisel, onde ao longo dela estão posicionados equipamentos que verificam a quantidade de chuva e o nível do córrego Anhanduizinho.

“Temos 14 córregos que cortam a cidade, porém a situação do Anhanduizinho é o que nos preocupa mais justamente por receber água de outros córregos, como o Cascudo e o Maracaju, além do próprio Segredo. Além disso, tem a questão do lixo e também da falta de espaço para o curso natural dele”, explica o coordenador da Defesa Civil.

Na Avenida Ernesto Geisel vários pontos são de alerta, especialmente no cruzamento com as Avenidas Mascarenhas de Moraes, Rachid Neder, Afonso Pena e Fernando Corrêa da Costa. “Se chove muito em pouco tempo e o córrego está cheio de material como pedras e árvores, é certo que irá transbordar provocando inundações ao redor”, confirma Walmir.

Alagamentos – Outras locais sofrem com os alagamentos, justamente por problemas no escoamento da água da chuva. Os bairros mais crônicos são: Jóquei Clube, Otávio Pécora, Moreninhas, Tiradentes, Santo Antônio, Rita Vieira, Nova Bahia, Cabreúva e Vila Popular.

“Existem problemas conhecidos como o do terminal Nova Bahia, que foi construído abaixo do nível da rua. Outro local que tem nos dado problemas é o Santo Antônio, pois fica ao lado da Avenida Duque de Caxias, onde uma obra recente elevou a via em quase 1 metro. E ai toda a água acaba escoando para o bairro”, explica o coordenador.

Várias casas do bairro Otávio Pécora foram destruídas por uma inundação no dia 25 de dezembro do ano passado. (Foto: Gerson Walber/Arquivo)Várias casas do bairro Otávio Pécora foram destruídas por uma inundação no dia 25 de dezembro do ano passado. (Foto: Gerson Walber/Arquivo)

Medo – Para quem já teve a casa invadida pela água o medo é sempre presente. A secretária Maura da Silva Machado, 50 anos, morava na Rua Jaburu, no bairro Otávio Pécora. A casa dela sofreu três inundações – a primeiro em novembro de 2013, e as dois últimas nos dias 3 e 25 de dezembro de 2015.

Ela esta desalojada há mais de um mês e aguarda resposta da Defesa Civil para saber se pode ou não voltar para casa. Ela, o marido e dois filhos estão morando temporariamente em um salão comercial que pertence a familiares, no bairro Taveirópolis. “Perdi tudo duas vezes, e na terceira vez que a água invadiu minha casa eu já não estava mais morando lá, tive que abandonar tudo. É muito sofrimento”, afirma.

Controle – Para monitorar as áreas de risco iminente a Defesa Civil tem equipamentos espalhados em 13 pontos da cidade. A localização exata dos pluviômetros (usados para medir a quantidade de chuva) e dos sensores de nível (usados para medir a altura da água nos córregos) não é revelada por motivo de segurança.




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