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Capital

Capital recebe 2,4 milhões para armas de choque, drones, viaturas e treinamento

Após Campo Grande aderir a plano nacional, verba federal também promete assistência psicológica a guardas

Por Maristela Brunetto e Mylena Frahia | 02/06/2026 11:16
Capital recebe 2,4 milhões para armas de choque, drones, viaturas e treinamento
Prefeita com teaser nas mãos, ao lado de membros da Guarda Municipal na manhã de hoje (Foto: Mylena Frahia)

Campo Grande oficializou nesta manhã a adesão ao programa Município Mais Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para receber equipamentos, capacitação e suporte à Guarda Civil Metropolitana da Capital. A corporação, que tem 1.400 integrantes, será beneficiada com cerca de 540 armas de incapacitação elétrica neuromuscular (tasers), espargidores, espécie de spray usado para conter pessoas durante abordagens, 1.200 dispositivos individuais, além de viaturas, base móvel e drones, totalizando aproximadamente R$ 2,4 milhões em recursos federais.

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Campo Grande aderiu ao programa Município Mais Seguro, do Ministério da Justiça, garantindo R$ 2,4 milhões em equipamentos para a Guarda Civil Metropolitana, com 1.400 integrantes. A corporação receberá 540 tasers, espargidores, 1.200 dispositivos individuais, viaturas, base móvel e drones. O município é o segundo contemplado no Centro-Oeste e o único do Mato Grosso do Sul entre cerca de 1.400 guardas municipais no Brasil.

As armas de incapacitação elétrica neuromuscular são equipamentos de menor potencial ofensivo. Na prática, elas disparam uma carga elétrica controlada para interromper temporariamente os movimentos de uma pessoa durante uma abordagem, sem o uso de arma de fogo. Taser e Spark são modelos ou tipos desse equipamento. Apesar de terem função parecida, não são iguais, por isso exigem treinamento específico.

Segundo o secretário da Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social), Anderson Gonzaga, se fosse para o município comprar os itens por conta própria, o custo ultrapassaria R$ 6 milhões, já que cada kit custa em média R$ 12 mil. Todos os servidores passarão por capacitação antes do uso dos equipamentos. “Existem diferentes tipos de equipamentos, como a Spark e a Taser. Apesar de terem resultados semelhantes, não são iguais. Por isso, é necessário treinamento específico para o uso correto de cada um”, disse.

O programa também prevê a chegada de viaturas, base móvel e drones nos próximos meses. Os drones e a base móvel estão previstos para reforçar o trabalho operacional da guarda.

Capital recebe 2,4 milhões para armas de choque, drones, viaturas e treinamento
Conjunto de equipamentos com armas não letais entregues durante evento (Foto: Mylena Frahia)

O coordenador-geral de Políticas de Prevenção da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), Leandro Arbogast da Cunha, veio à Capital para assinar a adesão com a prefeita Adriane Lopes (PP), no Paço Municipal. Ele afirmou que o programa tem três eixos: entrega de equipamentos e veículos, qualificação e escuta especializada dos agentes.

“O Escuta Susp, em especial, é voltado à valorização das guardas municipais, com atendimentos e teleatendimentos de psicologia, psiquiatria e farmacologia, com foco na saúde mental dos profissionais das guardas municipais”, afirmou Arbogast. Ele também explicou que os equipamentos têm menor potencial ofensivo e são voltados à preservação da vida. “São instrumentos de menor potencial ofensivo, que visam tanto a preservação da atuação do guarda quanto, principalmente, a preservação da vida das pessoas que são alvo da atuação da segurança pública”, disse.

Conforme Gonzaga, Campo Grande é o segundo município contemplado na região Centro-Oeste e o único de Mato Grosso do Sul a receber os investimentos, dentro de um universo de cerca de 1.400 guardas municipais no Brasil. “Nem todos os municípios foram beneficiados, pois existem exigências rigorosas. O município precisa estar apto e a Guarda Civil deve cumprir todos os requisitos estabelecidos pelo governo federal. Nosso resultado é fruto do cumprimento dessas exigências e do trabalho interno para adequação ao programa”, afirmou.

A prefeita Adriane Lopes destacou a importância do programa e os avanços da Capital: “Nós temos trabalhado muito junto com a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande, que hoje é uma das melhores do Brasil, a melhor do Estado e uma das melhores do País. Estamos conquistando avanços equipando, mas também capacitando nossa corporação. Esse investimento federal, que ultrapassa R$ 2,5 milhões, significa mais segurança para a população e o retorno do trabalho feito com excelência. Ele é fundamental para que Campo Grande continue sendo uma das cidades mais seguras do Brasil, diante do cenário de violência que o País vive”.

Segundo a prefeita, a adesão ao programa fortalece a atuação da guarda, garante melhores condições de trabalho aos servidores e contribui para a segurança da população, consolidando a Capital como referência nacional em gestão de segurança municipal.