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Capital

Capital tem mais casos de dengue no começo deste ano, em relação a 2021

Índice em todo Estado, no entanto, é menor em 2022 do que nos dois últimos anos

Por Guilherme Correia | 12/05/2022 14:38
Água parada favorece reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. (Foto: Henrique Kawaminami)
Água parada favorece reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. (Foto: Henrique Kawaminami)

Neste ano, a parcial dos casos de dengue em Campo Grande é maior do que a verificada 2021. O total de confirmações feitas por teste sorológico ou constatação médica até a 18ª semana epidemiológica do ano, que vai até o começo de maio, é menor que a do último ano.

A número até o começo de maio, na Capital, é de 1.208 casos confirmados em meio a 4.210 notificados. Já no ano passado, foram 444 em meio a 5.288 notificações, conforme dados da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Contudo, neste mesmo período, o número de casos graves da arbovirose (4) e de óbitos (3) foram os mesmos.

Status20212022
Confirmados444
1.208
Notificados5.288
4.210

No entanto, as notificações em todo Mato Grosso do Sul são menos frequentes neste ano - pouco mais de 9 mil em 2022, enquanto em 2021 foram cerca de 10 mil. No ano anterior, 2020, foram 57,2 mil casos mapeados pela (Secretaria Estadual de Saúde).

Faixa etária - Além disso, também de acordo com dados da SES, maior parte dos pacientes que tiveram a doença tem entre 20 e 29 anos - cerca de 19,4% dos registros. Em seguida, aparecem os indivíduos entre 30 e 39 anos (17,8%) e depois, os pacientes de 10 a 19 anos (17,5%).

Segundo informações da pasta, este grupo teve aumento de casos na comparação com o total - no ano passado, os jovens entre 10 e 19 representavam 14,3% do total.

A primeira morte do ano foi confirmada em 16 de março, em Campo Grande, mas desde então, já são, ao menos, oito vítimas da doença em território estadual, entre 37 e 82 anos. Dessas, três são de Campo Grande.

Cuidados - Até o momento, a prevenção tem sido a principal ferramenta de autoridades locais de saúde para conter o aumento de infecções. Até o fim de 2023, a SES espera que o método Wolbachia, implementado na Capital no fim de 2021, possa fazer com que todos os mosquitos Aedes aegypti, vetores de uma série de doenças, percam a capacidade de transmissão de arboviroses e que a dengue fique em níveis muito baixos.

Até o início da semana, apenas um dos 74 bairros está sem caso de dengue em 2022, enquanto sete têm índice “muito alto”. Todos na região leste do perímetro urbano, os bairros Rita Vieira, Tiradentes, Maria Aparecida Pedrossian e Noroeste aparecem com índice mais alarmante de todos. Completam a lista o Nova Lima, Novos Estados e Cruzeiro.

Procure o médico - Além de não manter água parada e manter boas práticas de manutenção de terrenos, recomenda-se evitar automedicação, antes de fazer acompanhamento especializado, que deve ser buscado o quanto antes, segundo o doutor em Infectologia Everton Lemos.

O pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) explica que a dengue é um problema de saúde pública importante, principalmente no Estado "Recentemente, o aumento nos registros de casos de dengue é preocupante, o que reflete que é uma doença presente e com gravidade, visto que pode ir para óbitos."

É importante ressaltar à população que a dengue evolui de uma forma muito rápida para gravidade, geralmente do terceiro ao quinto dia de dengue, são dias preocupantes. Desta forma, cuidado com a automedicação. Procure sempre a orientação de um profissional de saúde", diz Lemos.

Um caso suspeito pode apresentar sintomas como dor abdominal intensa, vômitos, acumulação de líquidos, sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, hipotensão postural, hepatomegalia, dentre outros. Os sinais podem se agravar e incluir sangramentos graves e até comprometimento de órgãos.

Vale ressaltar que o tratamento inclui, sobretudo, hidratação adequada e reconhecimento precoce de sintomas.

O enfermeiro ressalta que é necessário observar sinais logo no aparecimento dos sintomas, além de procurar serviços de saúde o quanto antes e seguir as orientações prescritas pelos profissionais de saúde.

Há uma vacina aprovada no Brasil para conter a dengue sinais, mas diferente de outras enfermidades, como a covid-19, gripe ou sarampo, a imunização não é oferecida na rede pública e é restrita quem tem entre 9 e 45 anos e só pode ser aplicada em quem já teve a doença anteriormente.

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