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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

06/02/2019 12:30

Casas que já foram desapropriadas são invadidas por famílias no bairro Colibri

Casas da rua foram esvaziadas há três anos, segundo a denúncia feita no órgão, para uma obra da prefeitura, mas com as paredes em pé, acabaram ocupadas por quem não "tinha teto"

Bruna Kaspary
Rua Catuaba onde casas foram invadidas (Foto: Marina Pacheco)Rua Catuaba onde casas foram invadidas (Foto: Marina Pacheco)

Desapropriada há aproximadamente três anos, uma área na rua Catuaba, no bairro Colibri, é alvo de uma investigação. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apura a necessidade e possibilidade de tirar todos os invasores do local. As casas da rua foram esvaziadas há três anos, segundo a denúncia feita no órgão, para uma obra da prefeitura, mas com as paredes em pé, acabaram ocupadas por quem não "tinha teto".

Os atuais moradores informam que passaram a construir novas casas e habitar as antigas há aproximadamente um ano.

Apesar de a denúncia aponta que o local é bastante violento e abriga comércio e usuários de drogas, principalmente à noite e em finais de semana, os novos moradores da rua dizem que a área é bastante segura. Os invasores ainda afirmam que ninguém nunca foi até lá para falar que eles deveriam sair das casas.

O motorista Fábio Santos Bastos, de 42 anos, mora no local com o filho de três anos, e diz que veio de Ponta Porã para trabalhar na Capital quando um vizinho dele sugeriu que ele morasse no local. “Quando cheguei aqui só tinha um barraco, eu construí e já estou reformando minha casa. Gastei R$ 6 mil aqui”, explica.

Ele afirma que quando se mudou a região era muito suja e que eles estão tentando manter o local mais limpo. O técnico de segurança do trabalho Reginaldo Jerônimo da Silva, de 43 anos, concorda com ele.

Reginaldo explica que como está desempregado, ele não consegue pagar aluguel, por isso ele, o filho de 20 anos e a nora resolveram se mudar para a casa. Ele afirma que são aproximadamente dez famílias que moram na região.

“Se já jogam lixo nos terrenos que estão vazios agora, imagina como estaria isso se a gente não estivesse aqui”, lamenta.



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