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Capital

Bancos tem 23 testes confirmados de covid, a maioria na Capital

Sindicato aponta que uma das empresas é responsável por 50% dos diagnósticos que passaram de 2 para 10 em uma semana

Por Izabela Sanchez | 03/07/2020 10:29
Clientes em agência do Santander em Campo Grande, no início da pandemia (Kisie Ainõa)
Clientes em agência do Santander em Campo Grande, no início da pandemia (Kisie Ainõa)

Dados do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região apontam crescimento de casos da covid-19 entre funcionários dos bancos. Até esta sexta-feira (3), o sindicato levantou que há 23 casos, a maioria entre bancários das agências de Campo Grande.

Em nota emitida nesta sexta, o sindicato fez alerta e ressaltou preocupação com o crescimento. Alega que, desse total, 10 quadros de covid são de funcionários de agências da rede Santander, que tem 10 unidades na Capital.

Para o sindicato, a empresa tem adotado postura diferente do que foi definido como protocolo no início da pandemia.

Segundo a presidente Neide Maria Rodrigues, que é funcionária do Bradesco, além do Santander, os casos confirmados até agora estão em agências do Bradesco (1 caso em Campo Grande e 1 em Ribas do Rio Pardo); Caixa Econômica Federal (1 bancário e 4 funcionários terceirizados em agência de São Gabriel do Oeste); Itaú (1 caso em agência de Campo Grande) e Banco do Brasil (5 bancários de agências de Campo Grande).

“Elaboramos o mínimo de cuidados que cada banco deveria ter, protocolos mínimos, escalas, home office para a maioria, trabalhadores do grupo de risco em casa. A maioria dos bancos implantou o revezamento. O Santander é o único que não está fazendo o revezamento [de funcionários], não sei se é da direção nacional [a decisão] ou da regional de Campo Grande”, disse ela.

Neide afirma que os dois primeiros casos surgiram na sede regional do Santander, na agência localizada na Rua Dom Aquino, que logo em seguida confirmou mais dois quadros de covid-19, totalizando 4 bancários diagnosticados.

Ela acusa a superintendente regional do banco de manter as visitas presenciais às demais agências, que logo em seguida tiveram casos confirmados. Com isso, diz ela, hoje o número de funcionários infectados no Santander em Campo Grande chega a 10 em apenas uma semana.

"Primeiras duas pessoas foram contaminadas na semana passada e imediatamente fizemos contato com a regional para que testasse todos. Na segunda o dia todo a gente foi atrás da regional e na segunda ficamos sabendo que já eram 4 na mesma unidade, e percebemos que o número foi aumentando, 8 só do prédio na Dom Aquino.

Agências fechadas - Ela alega que a superintende visitou as agências da Avenida Julio de Castilho e Rua Marechal Rondon e que outros funcionários da sede regional também visitaram outras agências.

“São 50% dos bancários [infectados]. Quem está realmente trabalhando no final de semana, atendendo a demanda grande é a Caixa Econômica e há somente 1 bancário contaminado e 4 terceirizados. A Caixa está fazendo revezamento. O descuido e a responsabilidade grande é do Santander”, disse ela.

A reportagem procurou a rede Santander, por meio da assessoria de imprensa, além da fiscalização e vigilância sanitária do município, mas ainda não foi possível receber resposta.