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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

17/04/2012 13:54

Cemitérios públicos de Campo Grande podem acabar em dez anos, diz Semadur

Elverson Cardozo

Falta de vagas já preocupa e a prefeitura se vê obrigada a fazer readequações dentro dos próprios terrenos

Prefeitura estuda a possibilidade de abrir um novo cemitério público. (Foto: João Garrigó)Prefeitura estuda a possibilidade de abrir um novo cemitério público. (Foto: João Garrigó)

Dez anos. Esta é a estimativa da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) para a capacidade de funcionamento dos cemitérios públicos de Campo Grande. A falta de vagas começa a preocupar e já obriga a Prefeitura a fazer readequações dentro dos próprios terrenos.

Para Milton Taíra, proprietario da Taíra - prestadora de serviços LTDA, empresa que administra os cemitérios públicos da Capital, a situação “já está em um nível crítico, porque todos os cemitérios públicos, segundo declarou, estão lotados. “A prefeitura está procurando novos espaços”, afirmou.

No Santo Antônio, o mais antigo de Campo Grande, Milton relatou que não há mais vagas disponíveis. Os sepultamentos são só para famílias que adquiriram os terrenos.

O diretor da Semadur, Waldiney Costa da Silva, rebate as declarações de Taíra e afirma que ainda há vagas. O que estão ocorrendo, explica, são adequações; “reaproveitamento de vias” dentro dos próprios terrenos.

“Existia muitas ruas nesses cemitérios que estavam sendo subaproveitadas”, disse.

Vagas disponíveis - Sobre o número de vagas ainda disponíveis, Waldiney relata que não tem dados concretos, mas disse que dos três cemitérios públicos de Campo Grande, apenas o Santo Antônio atingiu a capacidade de sepultamentos.

As vagas disponíveis são apenas para famílias que já adquiriram os terrenos. Por mês, ocorrerem cerca de 18 sepultamentos no local. “É um cemitério antigo, onde todos os lotes já estão ocupados”, disse.

No maior cemitério público da Capital, o Santo Amaro, que conta com uma área de 27,03 hectares, a média de sepultamentos, segundo a Semadur, chega a 115 por mês.

Waldiney nega que o terreno esteja superlotado, mas confirma as informações da empresa que administra o local. “Estamos transformados esses lotes em lotes com várias gavetas”, afirmou, acrescentando que a grande maioria das ruas foram subaproveitadas.

“No cemitério existia uma quantidade enorme de vias secundarias que não tinha necessidade”, disse.

De acordo com o diretor, para o Santo Amaro, a Prefeitura tem um projeto de ampliação para ocupar uma área anexa na avenida Presidente Vargas. Os estudos, declarou, estão em fase de conclusão.

Já no cemitério São Sebastião, mais conhecido como Cruzeiro, o trabalho de readequações de vias também já está sendo feito. O objetivo também é propiciar a abertura de novos lotes.

No cemitério Santo Amaro, prefeitura já faz readequações em vias. (Foto: João Garrigó)No cemitério Santo Amaro, prefeitura já faz readequações em vias. (Foto: João Garrigó)

A média de sepultamentos mensais no cemitério do Cruzeiro, que tem 14,37 hectares, é de 75.

Exumações – As exumações mensais nos cemitérios, segundo a Semadur, propicia o aumento de vagas para sepultamentos. No Santo Antônio, que tem 6,9 mil sepulturas, as exumações são particulares.

No São Sebastião ocorrem, mensalmente, cerca de 50 exumações. No Santo Amaro, que tem o maior número de sepulturas – 32.766 mil -, a média fica entre 60 e 70.

Waldiney explica que as exumações ocorrem quando a família deixa de adquirir o terreno junto à Prefeitura em um prazo de 5 anos. O aviso é publicado em edital. Os restos mortais são depositados em ossários instalados no próprio cemitério.

Crematório – Questionado sobre a possibilidade de um crematório público em Campo Grande, o diretor da Semadur informou que a Prefeitura não tem planos, mas já aprovou o projeto de um crematório particular.

É o primeiro em Mato Grosso do Sul. O projeto, da Pax Nacional, ainda está sob análise da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e do Agronegócio).

Novo cemitério público - A prefeitura estuda a criação de um novo cemitério público na Capital. “Estamos em busca de uma área de 40 hectares”, explicou Waldiney.

O diretor explica que, como na região de Campo Grande não há grandes áreas, a alternativa é nas saídas da cidade. “Tem que ser um local de fácil acesso e onde exista a capacidade de ampliação”, afirmou.

A idéia é construir um cemitério que tenha capacidade para pelo menos 50 anos.



Concordo com os comentários favoráveis a um crematório, melhor, um crematório público. O problema, a meu ver, é que as Autoridades públicas não estão tão interessadas em solucionar o problema de uma forma simples. Talvez porque vão contra os interesses das funerárias que teriam uma forte concorrência e poderiam ver seus "modestos" lucros minguarem. Ou, então, por outros motivos escusos.
 
Carlos Nascimento em 18/04/2012 10:52:32
Em Santos, São Paulo, há um cemitério vertical: um prédio com vários andares em que no superior fica um crematório e as famílias podem depositar as cinzas nos jazigos distribuídos pelos pavimentos. Excelente ideia.
Cremar é uma necessidade.Estamos falando de cemitérios públicos:se a convicção pessoal for forte,que custeie o tradicional.O que não dá é querer que todos paguem por SUA convicção.
 
Mario Lupertino em 18/04/2012 08:30:33
Lá vem o povo meter religião em uma discussão desse tipo. Não sei o que seria preciso fazer para que as pessoas entendessem, por todos os lados e vezes, que somos Estado LAICO. Fazer o crematório não obriga ninguém a usar. Usa quem quer, achar correto e/ou puder. Senão daqui a pouco será difícil fazer qualquer tipo de coisa nessa cidade, nesse país.
 
Mario Lupertino em 18/04/2012 08:19:46
Eu sou a favor de crematório, mas que o pobre possa ter acesso a essa opção. O corpo é matéria e não serve para nada, a não ser para manter sentimento ruim.
 
Luiz Alves Pereira em 18/04/2012 07:51:03
Tem é que acabar mesmo com todos esses cimitérios públicos que só ocupam lugar e se tornarão comércio, nasce;nasce; e nasce pessoas que também morrem aonde colocar tantos, o negócio é ter um crematório de acesso a todas as classes sociais que fica mais fácil e construirem casas públicas no lugar desses cimitérios públicos!!!
 
Cleyton Neves em 17/04/2012 07:17:27
Cremações vão contra a tradição cristã: Jesus foi enterrado e não queimado ou atirado aos animais como era comum aos crucificados. Por isso não se tem muito interesse.
 
Gustavo Ribeiro em 17/04/2012 07:07:32
todos que falm de terminar com cemitérios e são a favores de crematorios...se esquecem que nem todos são catolios e aprovam tal fato?.. a religião espirita pelo menos é contra isso.. tem que entender todos os lados, não simplesmente acabar.
 
Rodrigo Rocha em 17/04/2012 05:42:05
Sou a favor de terminar com os cemitérios, pois é dinheiro jogado fora, a cremação é a melhor solução, pois a paz eterna você adquiri em vida e não depois de morto.
 
ROSANE PETERSEN em 17/04/2012 04:35:35
Não seria melhor disponibilizar crematórios ??
Por que a cremação não é algo acessível? Simples, não compensa !!
Acredito que existe uma grande questão comercial neste caso, o que impede as pessoas e as familias de optar por este tipo de sepultamento e isso precisa mudar.
 
Ricardo Schell em 17/04/2012 03:47:06
Ao meu ver, seria muito melhor a prefeitura investir na ideia de um crematório público. Os cemitérios ocupam muito espaço.
 
Jackellyne de Holanda em 17/04/2012 02:59:22
Para o Poder Público é sempre mais fácil "jogar terra por cima",ou "queimar tudo "logo de uma vez, bem mais prático...
 
Dário Silva em 17/04/2012 02:46:21
É pra acabar!!!,parece até piada,parece até que a Prefeitura quer acabar de matar o resto da população,não vai demorar muito vão criar uma lei proibindo cemitérios,criarão um crematório em nome de "laranjas".Era só o que faltava,não existe paz nem depois da morte aqui em campo Grande.
Deveriam era pensar em reativar a Santa Casa,a Pediatria do pronto med.
 
DÁRIO SILVA em 17/04/2012 02:42:39
Campo grande é tão '' Grande'', que não tem lugar pra se fazer uma cemiterio publico, meus Deus!
Aí uma boa poderia ter instalado um novo cemiterio na aréa aonde esta sendo feito um condominio que provávelmente os donos interviram na expogrande, se fosse um cemiterio não teria problema com barulho, pois quem ja esta descançando dessa vida não pertubaria!
 
Anderson Silva em 17/04/2012 02:37:11
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