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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

03/10/2012 10:37

Centro ainda tem 20% de fachadas sem alterações, após fim de prazo

Helton Verão
Em alguns casos as lojas aguardam o processo de aprovação de seus painéis.  (Foto: Helton Verão) Em alguns casos as lojas aguardam o processo de aprovação de seus painéis. (Foto: Helton Verão)
Diretor da Semadur ressalta a adesão do comércio, e considera projeto um sucesso. (Foto: Helton Verão)Diretor da Semadur ressalta a adesão do comércio, e considera projeto um sucesso. (Foto: Helton Verão)

Venceu no último domingo (30) o prazo para regulamentação das fachadas dos estabelecimentos centrais de Campo Grande, 20% ainda não trocaram ou não retiraram as antigas.

Intitulado de “Reviva Centro”, o projeto foi inspirado no semelhante de São Paulo, o "Cidade Limpa". O principal objetivo é diminuir a poluição visual, integrando a muitos projetos futuros que visam a revitalização do centro da Capital.

A Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e a Semre (Secretaria Municipal de Receita) são os órgãos responsáveis por legalizar e fiscalizar o cumprimento das determinações do Reviva Centro.

“Não queremos multar, nem gerar receita, queremos revitalizar o centro da Capital. Tanto que ninguém ainda foi multado e os que ainda não trocaram ou retiram as antigas fachadas tem um prazo de 15 a 20 dias para se regularizar”, explica o diretor do departamento de Controle Urbanístico e de Posturas, da Semadur, Waldiney Costa da Silva.

O projeto foi divido em quatro etapas, que tiveram início em março do ano passado e finalizaram no último domingo. A recomendação é que pelo menos a retirada das antigas fachadas deve ser feita.

Segundo Waldiney, foram mapeados mais de 2 mil estabelecimentos, desses 1.600 já se adequaram as exigências. Fato considerado um sucesso por Costa da Silva.

Também foi disponibilizado um arquiteto para que possa atender e orientar os comerciantes sobre os padrões exigidos.

“Os estabelecimentos com até 10 metros de largura do seu terreno, tem o direito de instalar uma placa de até 1,5 m. Entre 10 e 100 metros, o painel pode chegar até 4m de largura”, explica Waldiney.

A pintura do prédio não pode corresponder ao layout da marca da loja ou empresa, no centro da Capital, muitas empresas “imaginaram” esta brecha, mas já foram notificadas para uma nova textura que não corresponda a marca.

 

Loja de cosméticos já enviou projeto três vezes e aguarda aprovação da Semadur. (Foto: Helton Verão)Loja de cosméticos já enviou projeto três vezes e aguarda aprovação da Semadur. (Foto: Helton Verão)
Há mais de 20 anos no local, loja de foto perde cerca de 30% nas vendas (Foto: Helton Verão)Há mais de 20 anos no local, loja de foto perde cerca de 30% nas vendas (Foto: Helton Verão)

Queixas– Campo Grande News visitou diversas lojas que estão sem fachada, em quase todas, gerentes e proprietários argumentaram estar insatisfeitos com o “Reviva Centro” e que o processo de aprovação de seus painéis segue emperrado a Semadur e ao Semre.

“Não gostamos do projeto. Nossa fachada era nova, tivemos o prejuízo de ter que retirar e o novo projeto já foi enviado três vezes e voltou em todas por pequenos detalhes. Se tornou uma dor de cabeça. Gastos, sol, chuva e fora que nossa loja ficou sem identificação por essa demora na aprovação”, reclama a gerente da loja de cosméticos na rua 14 de Julho, Sirlei Mariotti.

O fato da falta de identificação foi registrado durante a conversa com a gerente, interrompida por várias vezes devido as perguntas dos clientes na entrada da loja.

Uma das mais antigas e conhecidas loja de revelação de foto da Capital, está sem nenhuma identificação há mais de 15 dias, também esperando a aprovação. “Já foi enviado por duas vezes nosso layout e não foi aprovado. O cliente não consegue identificar quem somos, nosso movimento caiu 30% neste período sem fachada”, conta a gerente Laura Cristina Sá.

Outros estabelecimentos visitados também confirmaram as mesmas reivindicações e insatisfação com o projeto. A unanimidade prevalece sobre a falta de proteção sob sol e chuva, e a demora nos processos de autorizações dos painéis pelos órgãos municipais.

Para se regularizar – As lojas ainda não regularizadas devem retirar suas fachadas consideradas irregulares, entrar em contato com a Semadur para receber as orientações sobre o novo painel. O telefone de contato é o 3314-3542.

Quem não se adaptar o projeto, pode ser multado após o prazo estipulado pela entidade em R$ 5 mil. Se permanecer, o proprietário é multado em R$ 1 mil por m² irregular. 



o centro esta horrivél... não gostei do q foi colocado... mas não esquenta não a resposta sera dia 7 de outubro!!!
 
rodrigo ranucci em 03/10/2012 14:40:54
O projeto computadorizado mostrado à população e aos comerciantes é maravilhoso e deixa o comércio muito bonito mesmo. Porém, não é o mesmo computador que fez o lay-out do projeto que irá fiscalizar e liberar os projetos e sim um órgão público, demorado, burocrático e com interesses políticos, como outros tantos. Os comerciantes aceitaram, estão se moldando às leis, e o órgão?? Com tantos projetos parados aguardando revisão, sei não se até o final do ano Campo Grande vai aparecer nos jornais ostentando sua revitalização do comércio central.
 
Wellington Sampaio em 03/10/2012 14:21:25
No Brasil é assim: a coisa fica bagunçada, deixam fazer de tudo, muitos abusam e por causa disso ocorre a generalização. Surge alguma autoridade que sabe e tudo e que pode impor leis a população sem ao menos analisar as consequências. O projeto Reviva centro é uma boa ideia, mas é radical demais, deixa pouca margem para os comerciantes fazerem suas publicidades, sem falar que tem que submeter seus projetos a Órgãos que não dão conta nem de seus serviços, quanto mais assumir a tarefa de analisar os projetos dos contribuintes.
Este projeto precisa de ajustes, tem que ser mais flexível.
 
Paul Martins em 03/10/2012 13:50:15
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