Polícia Civil prorroga pela 4ª vez grupo de trabalho da Deam
Criado após críticas ao atendimento prestado à jornalista, GT terá mais 90 dias para concluir procedimentos
No dia em que se completa um ano do assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, morta pelo ex-noivo, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prorrogou, pela quarta vez, o GT (Grupo de Trabalho) responsável por monitorar as ações e dar continuidade aos procedimentos da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prorrogou pela quarta vez o Grupo de Trabalho (GT) da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A extensão, por mais 90 dias, coincide com o primeiro ano do assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, morta pelo ex-noivo. O GT, criado após críticas ao atendimento da Deam, analisou cerca de 5,3 mil boletins de ocorrência considerados "engavetados". Aproximadamente 20% dos casos ainda aguardam conclusão. O grupo, coordenado pelos delegados Maria de Lourdes Cano e Márcio Custódio, deverá apresentar relatório com sugestões para aperfeiçoamento dos procedimentos.
A prorrogação foi oficializada por meio de portaria publicada nesta quinta-feira (12) no DOE (Diário Oficial do Estado). O documento, datado de 11 de fevereiro de 2026, é assinado pelo delegado-geral Lupérsio Degerone Lúcio e estende por mais 90 dias o prazo das atividades.
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O GT foi instituído em 19 de fevereiro do ano passado, uma semana após a morte de Vanessa, ocorrida em 12 de fevereiro. Antes do crime, a jornalista havia relatado ter recebido atendimento considerado frio e sem acolhimento, o que gerou questionamentos sobre a efetividade dos procedimentos adotados pela Deam.
Conforme a nova portaria, o grupo concluiu os levantamentos e as análises dos boletins de ocorrência encaminhados, conforme previsto na norma que o instituiu. Ainda assim, a Delegacia-Geral considerou necessária a prorrogação para monitorar as medidas implementadas e assegurar a continuidade dos procedimentos instaurados.
Em novembro do ano passado, o delegado-geral afirmou ao Campo Grande News que o grupo determinou a instauração de inquérito policial em todos os boletins de ocorrência que ainda não tinham essa deliberação, mas que cerca de 20% dos casos permaneciam pendentes de conclusão.
Ao longo dos trabalhos, o GT analisou cerca de 5,3 mil boletins de ocorrência considerados “engavetados” na Deam, ou seja, registros que não resultaram na instauração de procedimento ou que permaneciam com providências pendentes.
A expectativa é que, ao fim das atividades, seja apresentado relatório com conclusões e sugestões para o aperfeiçoamento permanente dos procedimentos de apuração de crimes contra mulheres em Mato Grosso do Sul. O Grupo de Trabalho é coordenado pelos delegados Maria de Lourdes Cano e Márcio Rogério Faria Custódio.
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