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Capital

Chuvas alagam rua e vizinhos reclamam há 20 anos de “cratera” em linha de ônibus

Trecho conta com grande fluxo de caminhões e veículos pesados

Por Alison Silva | 06/12/2023 16:57

A aposentada Dimiciana Lacerda, de 77 anos, moradora do Bairro Rita Vieira, disse que o grande volume de água acumulado na porta de casa é problema crônico para quem vive no cruzamento entre a Rua Rômulo Cappi e a Rua Padre João Delfino. As chuvas causam transtornos para ela e os vizinhos há pelo menos 20 anos.

O trecho ainda tem grande fluxo de caminhões e linhas de ônibus. Moradora do bairro desde 1998, Dina, como é conhecida, vive sozinha na companhia de seu gato e conta com a ajuda dos vizinhos para as tarefas simples. A dificuldade aumenta quando precisa sair de casa.

“Quando chove, a água sobe, saio daqui (casa) e vou até o segundo poste próximo ao asfalto para conseguir chegar na rua. Se eu estiver com uma roupa de ficar em casa, me enfio dentro da lama e saio”, falou ao Campo Grande News nesta quarta-feira (6).

Dimiciana Lacerda, de 77 anos, fala sobre transtornos causados pelas chuvas (Foto: Alison Silva)
Dimiciana Lacerda, de 77 anos, fala sobre transtornos causados pelas chuvas (Foto: Alison Silva)

Sobre o local, ela diz que as condições sempre foram as mesmas desde que chegou no bairro. “Acontece que a ‘ponta’ do asfalto veio até ali. Você sabe como é o sistema: pessoal vem aí, faz remendo, em época de política, fala que vai vir, que vai arrumar, eu estou cansada”, desabafou.

A opinião da aposentada é compartilhada pelo enfermeiro Renato Laurentino, que vive no cruzamento das ruas há 18 anos. Ele diz que a região sempre foi assim, e que a água das chuvas invade as casas da vizinhança.

“Os motoqueiros e veículos menores estão, inclusive, subindo na calçada para desviar da poça de água, se cair ali, não sai mais”, disse.

Cratera que acumula água da chuva (Foto: Alison Silva)
Cratera que acumula água da chuva (Foto: Alison Silva)

Laurentino disse que a região sempre foi assim e que as coisas pioraram quando os “barracões” de mecânica chegaram no bairro, referindo-se às oficinas instaladas na região.

“Sempre foi assim. Depois que fizeram esse barracão aqui atrás, piorou. O trajeto é de caminhões, ônibus, mas a rua não suporta, as chuvas e o peso dos veículos enfraqueceram o asfalto”, destacou.

Em resposta ao Campo Grande News, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) disse que estará no local na próxima sexta-feira (8) “realizando as ações necessárias”.

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