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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

05/11/2014 10:05

Ciúme doentio e vingança foram causas de incêndio que matou três

Francisco Júnior
Cômodos ficaram destruídos no incêndio. (Foto: Marcos Ermínio)Cômodos ficaram destruídos no incêndio. (Foto: Marcos Ermínio)
Local onde aconteceu o crime. (Foto: Marcos Ermínio)Local onde aconteceu o crime. (Foto: Marcos Ermínio)

Vingança e ciúme foram as motivações para o incêndio criminoso que terminou com três mortes ocorridas em uma casa no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. A informação é da delegada da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) Franciele Candotti, responsável por investigar o caso.

De acordo com Candotti, o suspeito de ter cometido o crime, Adriano Espinosa, 27 anos, tinha ciúme doentio da mulher, Edna Rodrigues de Souza, 33 anos, e não gostava que ela se relaciona com Hélio Queiroz Neres, 37 anos, que morreu em decorrência do incêndio. Ele era o dono da casa. “O suspeito não queria que a mulher ficasse bebendo na casa de Hélio e para se vingar ateou fogo no local”, explicou a delegada. O crime aconteceu no dia 13 de outubro em uma residência na Rua Uruana.

Sete pessoas já prestaram depoimentos à polícia. Algumas delas relataram que o relacionamento de Edna e Adriano era marcado por brigas, principalmente por conta de ciúmes da parte dele. Eles estavam juntos há três anos.

Edna conseguiu sobreviver ao incêndio e está internada desde o dia 14 de outubro na Santa Casa. Ela sofreu várias queimaduras pelo corpo, chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas agora se recupera na enfermaria.

Além de Hélio, morreram em decorrência no incêndio Lucinda Ferreira Torres, 41 anos e Daniel Cândia, 38 anos. A mulher morreu no local do crime asfixiada com a fumaça. Já Daniel sofreu queimaduras pelo corpo, foi socorrido com vida até a Santa Casa, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu ontem.

A delegada aguarda o laudo pericial do local do crime e o que causou a morte das vítimas.

Conforme a delegada, o suspeito usou combustível para atear fogo no local e, como todas as janelas da casa tinham grades, as vítimas não conseguiram sair a tempo de dentro do imóvel. “Como o forro era de madeira, as chamas se alastraram muito rápido e impediu que as vítimas tivessem uma reação”.

Um advogado, representando o suspeito, chegou a entrar a entrar em contato com a delegada, informando o interesse do seu cliente de se apresentar, porém ainda não o fez. Adriano já é considerado foragido.



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