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Capital

Com 29 leitos de UTI abertos, prefeito quer dobrar número na semana que vem

Há ainda 37 leitos clínicos não-covid sendo abertos no Hospital de Câncer e São Julião

Por Lucia Morel e Nyelder Rodrigues | 10/03/2021 17:58
Leitos de UTI da Santa Casa. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Leitos de UTI da Santa Casa. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Em coletiva de imprensa hoje à tarde, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) disse que irá abrir novas 29 vagas de UTI (Unidade de Terapia  Intensiva) para cuidados de pacientes com covid-19 em Campo Grande. A mesma quantidade foi aberta esta semana, todas destinadas ao SUS (Sistema Único de Saúde).

“Em tratativas, além dos 29 já conseguidos esta semana, queremos mais 29 pra semana seguinte”, comentou o prefeito. Todas essas vagas devem ser abertas em hospitais particulares, contudo, usadas pelo SUS.

Nesta semana, segundo a prefeitura, foram abertas 10 vagas no Hospital do Pênfigo, 12 no Hospital do Coração/Clínica Campo Grande e mais sete no El Kadri. Agora, serão mais 12 na Clínica Campo Grande, além de outras 10 no mesmo local em regime de disponibilidade - não são fixas, mas havendo disponibilidade, ficam para a rede pública.

Certos para semana que vem, estão novos cinco leitos na Santa Casa. Há ainda 37 leitos clínicos não-covid sendo abertos no Hospital de Câncer e São Julião, para onde irão pacientes que são tratados de outras doenças e precisarão ser transferidos para abrir espaço para as UTIs para pacientes com covid.

A ampliação de vagas é uma das medidas exigidas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), conforme explicou o procurador-geral do órgão, Alexandre Magno, durante coletiva ao lado do prefeito Marquinhos Trad e do secretário municipal de Saúde Pública, José Mauro Filho. A entrevista ocorreu após reunião sobre o toque de recolher.

"A realidade agora é diferente de antes. Pode até ser que os números de contaminação sejam menores, mas a ocupação hospitalar é maior. Temos exemplo Manaus, que aconteceu um caos dessa mesma maneira. Temos que cuidar também para não faltar medicamentos. As medidas tem que acontecer agora", defende.

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