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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

17/07/2015 10:36

Com contrato de R$ 125 mi, Proteco não pagou conta de luz do Aquário

Aline dos Santos
Aquário do Pantanal está sem energia elétrica desde o dia 13. (Foto: Marcos Ermínio) Aquário do Pantanal está sem energia elétrica desde o dia 13. (Foto: Marcos Ermínio)

Com contratos de R$ 125 milhões no Aquário do Pantanal, a Proteco Construções Ltda prometeu tomar providências, mas o canteiro de obras, na Avenida Afonso Pena, segue às escuras. A energia foi cortada na segunda-feira, dia 13, por falta de pagamento. Ontem, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) notificou a empresa. A expectativa é que a luz seja religada nesta sexta-feira.

Conforme a assessoria de imprensa da Agesul, foram mantidos os serviços que não dependem de energia elétrica, como pintura e parte de cenografia. A falta de luz prejudica o trabalho do forro. Quanto à punição por atrasar a obra, a agência explica que o contrato prevê multa só no fim do cronograma. Neste caso, a cobrança é de 0,05% por dia que exceder o prazo final de execução.

Uma das empresas investigadas pela PF (Polícia Federal) na operação Lama Asfáltica, a Proteco tem dois contratos para execução de obras no Aquário do Pantanal. O primeiro tem valor de R$ 123 milhões e é referente à construção do empreendimento.

A Proteco foi subcontratada pela Egelte, que venceu a licitação ao oferecer proposta de R$ 84 milhões. A empresa investigada entrou no canteiro de obras em março do ano passado. A justificativa foi acelerar o ritmo para que o projeto fosse concluído em outubro, prazo que não foi cumprido.

O segundo contrato foi firmado em 2014. A Proteco vai receber cerca de R$ 2 milhões para fazer o estacionamento e vias de acesso ao local. Ao todo, os gastos com a obra, em execução desde 2011, superam R$ 230 milhões.

De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da União), o Aquário do Pantanal pode entrar em nova etapa da operação porque recebeu recursos por meio de convênio com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Um dos requisitos para análise de contratos é que a obra tenha verba de origem federal.

A operação Lama Asfáltica, realizada pela PF, CGU e Receita Federal, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Campo Grande no dia 9 de julho.

As ações foram na mansão do ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto; na residência do empresário João Amorim (dono da Proteco Construções Ltda); Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura) e empresas.



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