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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

15/07/2014 15:46

Com déficit mensal de R$ 150 mil, hospital pede socorro para não fechar

Lidiane Kober

Com um déficit mensal de R$ 150 mil, a direção do Hospital Nossa Lar pediu, nesta terça-feira (15), socorro ao prefeito Gilmar Olarte (PP) para reativar parceria e evitar o fechamento da unidade de saúde. Com 220 leitos, o hospital atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e é referência no atendimento psiquiátrico em Mato Grosso do Sul.

Na reunião com o prefeito, a diretora da entidade, Angela Barsante Moreno, relatou que, no ano passado, na gestão de Alcides Bernal (PP), a prefeitura interrompeu parceria que permitia a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) ceder os profissionais para atuar nos plantões. Hoje, o hospital banca o atendimento e gasta R$ 18 mil por mês só com esse serviço.

“Após a redução significativa de leitos do Hospital Regional e da Santa Casa, a única alternativa para a população que depende do sistema público de saúde é o Hospital Nosso Lar. A crise que a unidade enfrenta começou há anos, mas tornou-se ainda mais grave no começo do ano passado, quando o Município interrompeu o repasse que era feito por meio de convênio”, explicou Angela.

Na época do rompimento da parceria, a sobrevida do hospital, ainda de acordo com a diretora, foi um incremento de R$ 50 mil, repassados pelo Governo do Estado. “Até fevereiro deste ano, isso nos permitiu receber os pacientes”, disse Angela. Agora, no entanto, a unidade de saúde está na iminência de encerrar suas atividades em função da crise financeira.

Dos 220 leitos, 160 são disponibilizados para o SUS, que, conforme o prefeito, paga R$ 43 por dia pelo uso. “Conheço bem a realidade do Hospital Nosso Lar e sei das dificuldades que aqueles corajosos profissionais enfrentam para manter a unidade aberta. Diferente dos hospitais gerais, que hoje recebem uma diária de R$ 300 em média por paciente, o Nosso Lar sobrevive, desde 2009 ,com o repasse de R$ 43 por diária, o que não cobre os gastos com o paciente”, comentou Olarte.

Diante da situação, ele prometeu empenho para “conseguirmos aumentar esse teto via SUS e quem sabe até equipará-lo com os demais hospitais”. Inaugurado em 1966, o Hospital Nosso Lar se mantém com verbas repassadas via SUS, por meio dos convênios médicos e também de doações espontâneas da sociedade. Além do atendimento a pacientes portadores de transtornos mentais crônicos e agudos, a instituição recebe dependentes químicos e alcoolistas.



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