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Capital

Com hino e "ordem unida", cidade ganha 1ª Escola Civil Metropolitana do País

Guarda Civil Metropolitana assumiu o papel que o Exército ocupa em escolas civico-militares

Por Fernanda Palheta | 13/05/2024 17:59
Comando da Guarda e prefeita de costas, com alunos da Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.
Comando da Guarda e prefeita de costas, com alunos da Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.

A Prefeitura de Campo Grande inaugurou na tarde desta segunda-feira (13) a primeira Escola Civil Metropolitana do País, resultado de uma parceria entre a Semed (Secretaria Municipal de Educação) e a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social).

A presença da equipe da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa, no bairro Guanandi, trouxe para a rotina das 520 crianças e adolescentes duas práticas: a formação de fila no estilo "ordem unida", antes de entrar na sala de aula e a execução do hino nacional e de Campo Grande uma vez por semana.

Mas a prefeitura garante que não serão só essas as diferenças e cita palestras para seguir o modelo de escolas cívico-militares. A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), lembra que este é um projeto-piloto. "A Guarda Civil vai ter um papel muito importante aqui para que a gente possa avançar e resgatar a cidadania", disse. Ela ainda apontou o novo modelo contribuirá para diminuir o número de evasão escolar.

O titular da Sesdes, Andreson Gonzaga, avalia que isso traz resultados positivos na organização e comportamento dos estudantes. Segundo ele, o objetivo central é ensinar valores como o respeito ao próximo e disciplina.

Alunos sentados em formação durante evento na escola do bairro Guanandi. (Foto: Fernanda Palheta)
Alunos sentados em formação durante evento na escola do bairro Guanandi. (Foto: Fernanda Palheta)

O diretor da Escola, Denny Miranda Moreira, conta que as forças de segurança municipais assumiram o papel deixado pelos militares, que antes atuavam no local. "Funciona com base em três pilares, a gestão didático e pedagógica, que fica com o corpo docente, o administrativo, que é a direção da escola, e o educacional, que cuida da conduta dos alunos e é responsabilidade da Guarda", detalha.

Sete guardas atuam na Escola desde fevereiro e têm formação na área da educação e ainda desempenham ações de combate ao bullying e monitoramento de desempenho.

O diretor é defensor do modelo e garante que até a formação das filas tem dado resultado em sala de aula. "Isso ajuda no foco, antes os professores demoravam cerca de 10 minutos para controlar os estudantes", relata.

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