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Capital

Com Luiza Brunet e pai de vítima, marcha quer homens em defesa das mulheres

“Não é fácil para o homem assumir que está andando em prol do enfrentamento à violência doméstica”

Por Aline dos Santos e Mariely Barros | 06/12/2021 11:59
Luiza Brunet participou de caminhada contra a violência doméstica. (Foto: Mariely Barros)
Luiza Brunet participou de caminhada contra a violência doméstica. (Foto: Mariely Barros)

A “Marcha dos Homens” saiu às ruas de Campo Grande nesta segunda-feira (dia 6), para reforçar o papel deles no fim da violência contra as mulheres. Cabe destacar que são majoritariamente os homens os autores dos crimes. A caminhada reuniu da ativista Luiza Brunet a pai de vítima de feminicídio. A marcha contou com 600 participantes, que foram do Paço Municipal à Praça do Rádio, ambos na Avenida Afonso Pena.

“Eu sabia que vinha bastante gente, mas fiquei surpresa com a quantidade de homens. Achei que vinha mais mulheres do que homens. Não é fácil para o homem assumir que agora está andando em prol do enfrentamento à violência doméstica. A violência contra a mulher é a maior pandemia global do mundo”, afirma Brunet.

Stephan vestiu camiseta com foto da filha. A jovem foi vítima de feminicídio. (Foto: Mariely Barros)
Stephan vestiu camiseta com foto da filha. A jovem foi vítima de feminicídio. (Foto: Mariely Barros)

Sofrendo as dores de um feminicídio, o empreendedor Stephan Hofmann, 70 anos, vestiu a camisa com a fotografia da filha Maria Graziele Elias de Souza. Ela tinha 21 anos e foi morta pelo ex-marido. O crime foi no ano passado e traz as marcas do ódio contra a mulher. O homem matou e abandonou o corpo às margens da rodovia, com o rosto da jovem desfigurado.

“Vim à passeata para lembrar a Graziele e lutar por justiça. O autor ainda não foi condenado. Esse tipo de ação conscientiza”.

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) destacou que é triste serem necessárias leis para garantir coisas óbvias, como a proteção aos direitos da mulher, idosos e crianças. “Na Bíblia, tem esses ensinamentos. Estamos em um momento que os próprios homens devem ir à rua para dizer que a mesma boca que professa, o amor não pode professar ódio. Devemos ser exemplo a nível nacional, começando dentro da nossa casa”.

Marquinhos destacou que exemplo começa dentro de casa. (Foto: Mariely Barros)
Marquinhos destacou que exemplo começa dentro de casa. (Foto: Mariely Barros)

A ideia de que o exemplo motiva foi defendida pelo servidor público Leandro Henrique da Costa, 20 anos. “As pessoas precisam parar de normalizar a violência. O evento ajuda a transmitir essa ideia para os homens que estão em casa”.

De acordo com Mariana Sampaio, da Subsecretaria de Políticas para a Mulher, a passeata faz parte da campanha internacional de 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Ao término da caminhada, os participantes soltaram balões brancos.

Marcha dos Homens reuniu 600 pessoas em Campo Grande. (Foto: Mariely Barros)
Marcha dos Homens reuniu 600 pessoas em Campo Grande. (Foto: Mariely Barros)


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