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Capital

Com obras paradas há dias, secretário diz que chuva vai definir retomada

Readequação de rotatórias e da avenida Bandeirantes estão paralisadas

Por Izabela Sanchez e Danielle Errobidarte | 03/01/2020 14:05
Detalhe de obra do corredor do transporte público na Avenida Bandeirantes (Foto: Danielle Errobidarte)
Detalhe de obra do corredor do transporte público na Avenida Bandeirantes (Foto: Danielle Errobidarte)

Muito aguardadas por quem está sempre nesses locais ou depende do comércio nas regiões, duas obras da Prefeitura estão com os trabalhos paralisados. São as intervenções nas rotatórias da Rua Joaquim Murtinho no cruzamento com a Rua Ceará e a revitalização da Avenida Bandeirantes. Nas rotatórias, as obras estão paradas desde o dia 20, segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos da Prefeitura de Campo Grande, Rudi Fioresi.

Nas rotatórias da Joaquim Murtinho, que passam por processo de readequação, quem espera pela inauguração desconfia, principalmente, por achar que em tempo de férias escolares e menor fluxo de veículos, os serviços deveriam ser intensificados.

É o caso do acadêmico de engenharia civil Lucas dos Santos, 22 anos, que trabalha como vendedor no Terminal Hércules Maymone junto com a avó, há 3 anos. “Eles começam a obra por volta de 12h, vão até umas 14h, param para o almoço e às 16h já vão embora. Achamos que ia ficar pronto até o Natal, mas semana passada, por exemplo, estava sol e não vieram fazer mais nada”, reclama ele.

Obras em calçadas da Avenida Bandeirantes, também paradas. (Foto: Danielle Errobidarte)
Obras em calçadas da Avenida Bandeirantes, também paradas. (Foto: Danielle Errobidarte)

O estudante, afirma, ainda, que até quando o sol está a pino vê a obra esvaziada de trabalhadores. “A desculpa é que chove, mas quando não chove eles não aparecem. Semana passada também, ficaram umas ferramentas dentro do banheiro aqui do terminal, estava sujo”, comentou.

“Isso não vão terminar agora, vai ser lá pro meio do ano ou final do ano até. E realmente está chovendo dia sim, dia não. Fazem obras onde não precisa e onde realmente precisa, não fazem”, criticou a funcionária de serviços gerais, Juceli Carneiro de Souza, 44.

Na Avenida Bandeirantes, que recebe intervenções para adequar a passagem do transporte público, a gerente comercial Juliana Barbosa, 26 anos, reclama da demora, que atrapalha os negócios. Por ali além de recapeamento, há construção de corredores e estações de embarque.

“Tivemos reuniões com a CDL sobre o projeto dos corredores, porque nos falaram que era uma obra com recursos federais e não pode mais mudar. O recapeamento, pelo que eu sei, é feito pelo Exército. Saíram os locais onde colocarão pontos de ônibus, ainda bem que não vão colocar aqui na frente, mas temos a vantagem também de ter uma parte da calçada para estacionamento, as outras lojas que não tem serão muito mais afetadas. Nunca vi movimentação tão grande aqui na avenida pra ter corredor de ônibus”, diz.

Uma das duas rotatórias, na Joaquim Murtinho, que recebem intervenção, mas está com a obra parada (Foto: Danielle Errobidarte)
Uma das duas rotatórias, na Joaquim Murtinho, que recebem intervenção, mas está com a obra parada (Foto: Danielle Errobidarte)

Gilson Braguini, 53 anos, que também é gerente comercial, comentou que o incômodo é passageiro e no fim, as obras beneficiam o comércio local. “Me disseram que o cronograma de obras de recapeamento terminava dia 20 de janeiro, pro recesso, e retornava dia 6 de janeiro”, disse.

“Onde já terminou, perto da Afonso Pena, mais lá pra cima, melhorou muito pros comerciantes, além da iluminação de led que colocaram. O corredor vai ficar igual a Rui Barbosa, quando os motoristas precisarem entrar no recuo pra estacionar em frente à loja, vão ter que passar pelo corredor de ônibus. No começo, entendo que assuste. Mas depois a gente [comerciantes] entende que é pra melhorar”, opinou.

Segundo o secretário de obras, as intervenções nas rotatórias estão paradas por conta das chuvas de verão. “Parou em função das chuvas, está muito molhado, segunda retorna se o tempo estiver bom. Não tem jeito, não dá pra trabalhar com solo molhado”, disse. Rudi afirma que obra está parada desde o dia 20 de dezembro. “Praticamente não conseguiu fazer mais nada”, pontuou.