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Capital

Com parque fechado, venda de bolas colore as ruas e garante ganha-pão

A recepção do público é boa e muita gente compra para ajudar os trabalhadores durante a pandemia

Por Aline dos Santos e Viviane Oliveira | 02/08/2020 10:40
Com colaboração até do “Incrível Hulk”, bolas são vendidas nas ruas de Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)
Com colaboração até do “Incrível Hulk”, bolas são vendidas nas ruas de Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

O Vitinho Park está fechado desde março diante da pandemia do novo coronavírus, mas levou seu colorido para as ruas de Campo Grande, onde a venda de bolas, com colaboração até do “Incrível Hulk”, ajuda no ganha-pão dos funcionários.

Com os brinquedos parados no estacionamento do shopping Bosque dos Ipês, a venda das bolas colore as ruas da cidade de segunda a segunda, das 7h às 18h30. Neste domingo (dia 2), dois funcionários estavam na Avenida Nelly Martins, a Via Parque, perto do Parque das Nações Indígenas.

“Graças a Deus está dando certo, estamos conseguindo nos manter”, afirma Júlio César de Oliveira Fernandes, 19 anos, que é natural do Ceará e mora no interior de São Paulo. Ele conta que tem remuneração de R$ 1.045 e ganha porcentagem pela venda das bolas. Parte dos rendimentos vai para ajudar os pais, que moram no interior paulista.

Nas ruas, a recepção do público é boa e muita gente compra para ajudar os trabalhadores. Uma bola custa R$ 10, duas saem por R$ 15 e três custam R$ 20. Hoje, a carroceria do caminhão, onde fica o Hulk, tinha 300 bolas. A média diária de vendas é de 80.

“As pessoas daqui são muito receptivas, acolhedoras e nos tratam com muito carinho”, diz Argemiro. (Foto: Paulo Francis)
“As pessoas daqui são muito receptivas, acolhedoras e nos tratam com muito carinho”, diz Argemiro. (Foto: Paulo Francis)

Argemiro da Silva, de 46 anos, trabalha no parque há três anos e está na segunda temporada em Campo Grande. “As pessoas daqui são muito receptivas, acolhedoras e nos tratam com muito carinho”, diz. Antes, era funcionário de uma fábrica.

Solteiro, ele diz que guarda o que consegue economizar. “A gente não sabe o dia de amanhã”. Hoje, o domingo é de saudade do parque na ativa, com muita gente passeando e músicas. “Aqui o barulho é de moto e buzina”, compara.

O parque tem cerca de 40 funcionários e está fechado desde 12 de março. A situação foi mostrada na reportagem “Sinônimo de alegria, parque de diversões agora só recebe o dono”.

Júlio César conta que parte do dinheiro das vendas vai para os pais, que moram no interior paulista. (Foto: Paulo Francis)
Júlio César conta que parte do dinheiro das vendas vai para os pais, que moram no interior paulista. (Foto: Paulo Francis)