Com risco de sarampo, Saúde orienta dose zero em bebês de 6 meses
Mutirão reforça imunização de crianças e adultos até 59 anos e leva atendimento ao Centro

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) realiza neste sábado (30), na Praça Ary Coelho, o Dia D de mobilização contra o sarampo. A ação integra a 8ª edição do programa Campo Grande é o Bicho e leva vacinação, testagens e atendimentos gratuitos para a população na área central da Capital, até as 14h de hoje.
RESUMO
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A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande realiza mobilização contra o sarampo na Praça Ary Coelho, recomendando uma dose zero da vacina para bebês de seis meses a um ano. A ação foi intensificada devido ao avanço da doença em países vizinhos, especialmente na Bolívia, que declarou situação de emergência. A campanha oferece vacinação gratuita para crianças e adultos até 59 anos, além de outros serviços de saúde. A secretária Rosana Leite ressalta que as vacinas estão disponíveis em todas as unidades básicas, sendo necessárias duas doses regulares aos 12 e 15 meses de idade, conforme o calendário ordinário de vacinação.
A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, explicou que a campanha ganhou reforço devido ao avanço da doença em países vizinhos, como a Bolívia, que está em situação de emergência contra o sarampo e preocupa devido às fronteiras secas com MS.
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"O Ministério da Saúde é o responsável pela aquisição das vacinas e nós, enquanto município, temos que aplicá-las, fazendo a vacina chegar ao braço dos munícipes. Esse alerta é o seguinte: o sarampo faz parte da vacinação do calendário ordinário, ou seja, todas as crianças com 12 e 15 meses devem tomar a vacina do sarampo, que são duas doses", destacou a secretária.

Segundo a secretária, as vacinas estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde durante a semana e, neste sábado, foram levadas ao Centro para ampliar o acesso. "Foi recomendada uma dose zero para as nossas criancinhas de seis meses a um ano, todas devem ser vacinadas por conta dessa questão do alerta. Para os adultos até 59 anos que não sabem se foram vacinados, não há problema; basta ir a qualquer unidade de saúde", afirma.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, destaca que a ação foi realizada no Centro de Campo Grande para que mais pessoas sejam atingidas pela mobilização, que está acontecendo não apenas na Capital, mas em todo o Estado, devido aos casos da fronteira com a Bolívia e o Paraguai.
Mãe de dois meninos, Taina Lapa, de 29 anos, aproveitou o mutirão para atualizar a vacinação dos filhos. “Durante a semana é impossível, porque meu marido trabalha e eu fico sozinha com o bebê. Hoje, sendo sábado, facilitou bastante. Viemos a pé, ficou bem mais prático”, contou.
Já o aposentado Wilmar Ferreira, de 59 anos, reforçou a importância de campanhas em dias alternativos. “No meio da semana a gente não consegue, só trabalhando. O sarampo é uma doença séria, pode matar. Precisamos nos precaver, como aprendemos na pandemia”, disse.

Além da imunização contra o sarampo, a mobilização ofereceu testagem para HIV, hepatites e sífilis, castração e vacinação de animais de estimação, orientações sobre higiene e saúde bucal e massagens relaxantes para os trabalhadores da região.
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