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Capital

Com visto de emergência concedido, Filipe viaja esta noite para os EUA

Por Marta Ferreira | 16/11/2011 16:35

Ele foi com os pais e o irmão para consultas e exames com equipe médica que pesquisa uso de medicamento usado em pessoas com leucemia para tratar doença rara que o menino tem

Filipe, ontem de manhã, com a mãe, antes de embarcar para Brasília, onde visto de emergência foi concedido esta manhã. (Foto: Simão Nogueira)
Filipe, ontem de manhã, com a mãe, antes de embarcar para Brasília, onde visto de emergência foi concedido esta manhã. (Foto: Simão Nogueira)

De passaporte carimbado com o visto para os Estados Unidos, concedido esta manhã em Brasília em caráter de emergência, já está tudo pronto para o menino Filipe, os pais, e o irmão, viajarem esta noite para para Boston, onde ele fará consulta a equipe médica que está pesquisando o uso do remédio Clorafabine, originalmente indicado para combate à leucemia, no tratamento da doença que o menino tem, a histiocitiose de células Langer Hans.

A viagem aos EUA, de 14 horas, está prevista para começar às 19h40, quando a família sai de Brasília, com destino ao Aeroporto de São Paulo. Em São Paulo, embarcam para Boston, onde devem chegar amanhã à tarde.

Como tem sido desde que a doença de Filipe e a dificuldade de obter tratamento ficou pública, elas vão contar com a solidaridade no período em que ficarão nos Estados Unidos. Lá, serão abrigados por uma brasileira que vive nos Estados Unidos e que, ao saber da história do menino, se ofereceu para recebê-los.

O pai de Filipe, Guilherme Wolff, informou que a passagem de volta está marcada para o dia 13 de fevereiro, mas a família poderá voltar antes, ou depois, dependendo da indicação da equipe médica. “O Filipe está indo fazer exames e consultas. O tratamento ele deve fazer no Brasil”.

Para fazer a viagem, a família contou com doações de amigos e as que foram feitas ao site criado para ajudar Filipe a conseguir o tratamento, estimado em mais de R$ 150 mil, só para as 30 doses do Clorafabine que o menino precisa.

Dez doses foram importadas, graças à doação do pecuarista Antônio Moraes. Segundo o pai de Guilherme, já estão em São Paulo. As outras 20 deverão ser fornecidas pelo Ministério da Saúde, conforme decisão judicial, que tem prazo de 60 dias para ser cumprida.

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