Comerciantes denunciam esquema de golpe em lojas de alto padrão
Suspeita enganou lojistas no Chácara Cachoeira comprando roupas e joias e deixou prejuízo de R$ 120 mil

Comerciantes do bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, procuraram a Polícia Civil nesta segunda-feira (31) para denunciar um esquema de estelionato que acumulou um prejuízo total estimado em R$ 120,1 mil. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia.
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Quatro comerciantes do bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, registraram boletim de ocorrência na 3ª Delegacia de Polícia contra uma mulher suspeita de estelionato que causou prejuízo de R$ 120,1 mil. A suspeita ganhava a confiança das proprietárias com compras iniciais pagas em dia, depois adquiria grandes volumes de produtos e quitava apenas uma fração do valor, acumulando dívidas entre abril e agosto deste ano.
Segundo o relato registrado pela comunicante e vítima, a suspeita agia de forma calculada. Ela frequentava estabelecimentos voltados ao público de alto padrão, focando em lojas de vestuário fitness, joias e semijoias. Para ganhar a confiança das proprietárias, realizava compras iniciais de menor valor e efetuava os pagamentos rigorosamente em dia.
Com o vínculo comercial estabelecido, a mulher passava a selecionar grande quantidade de produtos e realizar compras expressivas. No momento de quitar o montante, pagava apenas uma pequena fração do valor total, prometendo transferir o restante posteriormente. Antes mesmo de honrar as dívidas anteriores, retornava às lojas e fazia novas aquisições, deixando o saldo devedor acumulado.
Enquanto acumulava débitos e prorrogava as cobranças, a investigada exibia frequentemente os "looks", joias e acessórios recém-adquiridos em suas redes sociais, sem ter feito a devida quitação dos produtos.
Ao todo, quatro empresárias já formalizaram os prejuízos causados pela suspeita totalizando R$ 120.118,00. Ainda conforme o registro policial, as abordagens e compras ocorreram entre os dias 1º de abril e 24 de agosto deste ano.
Diante da forma contínua como a suspeita agia, a polícia e as vítimas acreditam que outras comerciantes de Campo Grande também possam ter sido enganadas e ainda não compareceram à delegacia para registrar o boletim de ocorrência.
O caso segue sob apuração e investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

