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Capital

Comerciantes reclamam de “lixo a céu aberto” deixado por moradores de rua

Reclamação é sobre Avenida Calógeras e proximidades do Mercadão Municipal, ponto turístico de Campo Grande

Por Maressa Mendonça | 06/07/2020 17:24



uyweLixo espalhado e calçada da Rua Dom Aquino (Foto: Divulgação)
Lixo espalhado e calçada da Rua Dom Aquino (Foto: Divulgação)

A concentração de pessoas em situação de rua no Centro de Campo Grande tem sido uma preocupação a mais para os comerciantes da região em tempos de pandemia do coronavírus.

Eles reclamam do lixo deixado nas calçadas, do sentimento de insegurança entre os clientes e acreditam que isto pode acentuar a crise financeira causada resultante da covid-19.

Em imagens enviadas pelos comerciantes é possível ver resto de alimentos, sobras de marmitex e até roupas espalhadas nas calçadas que se transformaram em um “lixo a céu aberto”.

 Árvores e portas de estabelecimentos têm sido usados como vasos sanitários. Segundo os comerciantes, o mau cheiro atrai ratos e insetos.

Itens pessoais deixados por moradores de rua na entrada de estabelecimento (Foto: Divulgação)
Itens pessoais deixados por moradores de rua na entrada de estabelecimento (Foto: Divulgação)

Proprietário de um restaurante no cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua 26 de Agosto há sete meses, Wilson Amélio Benites de 42 anos, resume a situação como “muito complicada”.

Segundo ele, recentemente as pessoas que vivem nessas ruas jogaram alimentos nos carros de clientes que têm medo de não dar dinheiro para eles cuidarem dos veículos.

"O comércio já está ruim com a pandemia. Se o cliente vem e sente mau cheiro, ele não volta mais”, declara, afirmando ter de lavar a calçada diariamente porque eles fazem as necessidades fisiológicas ali.

“Deixaram a 14 tão bonita, mas o Mercadão também é um ponto turístico”, completa o comerciante comparando as obras do Reviva Campo Grande com o contraste com os pontos da cidade mostrado na reportagem.

O presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Campo Grande, Adelaido Vila confirmou que as queixas têm sido frequentes. “Lamentavelmente o lojista acha que isso é uma questão de Segurança Pública, mas é algo muito maior. Expulsaram os dependentes químicos e os moradores de rua da antiga rodoviária, mas eles não desapareceram. Isso é uma ferida que precisa ser tratada”, enfatizou.

Em nota, a prefeitura informou que o serviço de varrição desta região é feito diariamente pela Solurb.