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Capital

Condutor bêbado que atropelou Michelli é condenado a 21 anos de prisão

Charles Goes Júnior chegou a pedir perdão aos familiares da vítima, morta em 2022

Por Gustavo Bonotto e Ana Paula Chuva | 21/06/2024 19:50
Charles sentou no banco dos réus durante a tarde desta sexta-feira (21). (Foto: Henrique Kawaminami)
Charles sentou no banco dos réus durante a tarde desta sexta-feira (21). (Foto: Henrique Kawaminami)

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou Charles Goes Júnior a 21 anos, sete meses e seis dias de prisão em regime fechado pelo envolvimento na morte de Michelli Alves Custódio, aos 36 anos, na madrugada do dia 13 de outubro de 2022. A mulher foi vítima de um atropelamento em frente de casa, na Avenida Fábio Zahran.

O réu, hoje com 32 anos, enfrentou o Tribunal do Júri no fim da tarde desta sexta-feira (21). Entre as acusações, estavam os crimes de homicídio simples e a prática de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

Mais cedo, Charles chegou a pedir perdão para os familiares da mulher. Michelli morreu na esquina com a Rua Ouro Branco, na Vila Carvalho, em Campo Grande. A vítima havia sido chamada por uma travesti, amiga dela, e as duas conversavam no portão da residência. As duas foram atropeladas pelo Renault Sandero, conduzido por Charles. Na época, o rapaz era motorista de aplicativo.

Em depoimento, ele contou que no dia 12, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, participou de ação social na Cidade de Deus, com a torcida organizada do Corinthians, na qual fazia parte, para levar brinquedos e cachorro-quente para as crianças. “Depois da ação nos encontramos para confraternizar e assistir ao jogo do Corinthians e Flamengo”.

Charles disse que não sabe quantas horas ficou na sede da torcida confraternizando, mas chegou às 13h e saiu de madrugada, 30 minutos antes do acidente. “Lá, eu tomei cerveja, mas não sei quantas”, contou. Acompanhado por uma amiga, ele a deixaria em casa primeiro e depois seguiria para a sua residência.

O réu afirmou ainda nunca ter imaginado tirar a vida de alguém e que naquele dia saiu de casa para levar alegria às crianças, se referindo à ação social. Jamais imaginei estar aqui na frente do senhor hoje”, disse ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, que preside o julgamento.

À época dos fatos, Charles  foi preso em flagrante após teste do bafômetro resultar 0,83 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. Os filhos dela, de 8 e 10 anos, presenciaram o crime e desesperados, acreditando que a mãe estava viva, pediram socorro a um vizinho.

Após atropelar Michelli e a travesti, o carro atingiu Victor Nunes Uchoa Cavalcante, de 32 anos, que seguia ao encontro das duas.

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