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Capital

Conselho reforça vigilância após adolescentes abusarem na folia

Além de abordar vendedores, conselheiras cheiram até os copos de bebida dos jovens

Por Tainá Jara e Paula Maciulevicius | 25/02/2020 18:51
Vendedores pedem documento para verificar idade, antes de vender bebidas (Foto: Kisie Ainoã)
Vendedores pedem documento para verificar idade, antes de vender bebidas (Foto: Kisie Ainoã)

O Conselho Tutelar intensificou as fiscalizações na programação de Carnaval de rua de Campo Grande, nesta terça-feira, após as expressivas ocorrências de crianças e adolescentes passando mal por consumo de álcool, nos primeiros dias de folia. Além dos vendedores de bebida, os próprios jovens são abordados e vale até cheiro no copo para verificar se há ingestão ilegal.

Entre o último sábado e domingo, pelo menos 40 pessoas foram atendidas por abuso de álcool e drogas. A maioria dos casos envolvia crianças e adolescentes. Até mesmo um menino de 12 anos foi atendido por estar muito alcoolizado.

Hoje duas conselheiras atuavam desde às 14h no folia do Cordão Valu, na Esplanada Ferroviária. Adriana Marques, 36 anos, atua no Conselho Tutelar Norte e disse que nos outros dias adolescentes foram flagrados consumindo álcool. “Nós estamos fiscalizando venda de bebidas alcoólicas para menores de idade. Além disso, também estamos caminhando para ver se eles estão consumindo a bebida alcoólica”, explicou.

Além dos blocos, as conselheiras fazem fiscalização até de madrugada, nos shows programados para ocorrer na Avenida Fernando Correa da Costa. “Verificamos que muitos trazem [bebida] de fora, porque aqui a venda está sendo bem rigorosa. Até porque se aqui vender, a gente manda fechar”, garantiu.

A criança ou o adolescente que for pego bebendo fica sem a bebida e os pais ou responsáveis são acionados. Os casos, infelizmente, são cada vez mais frequentes. “Devido a estatística do ano passado, intensificamos mais nesse ano”, ressaltou.

A administradora Marilaine Maciel Praques, 46 anos, liberou apenas o uso de energético pela filha e sobrinhas (Foto: Kisie Ainoã)
A administradora Marilaine Maciel Praques, 46 anos, liberou apenas o uso de energético pela filha e sobrinhas (Foto: Kisie Ainoã)
Último dia de folia na Esplanda Ferroviária (Foto: Kisie Ainoã)
Último dia de folia na Esplanda Ferroviária (Foto: Kisie Ainoã)

Fiscalização familiar – Eficaz também para evitar o consumo indevido de bebida alcoólica por crianças de adolescentes é o cuidado de pais, mães e demais responsáveis.

A administradora Marilaine Maciel Praques, 46 anos, liberou a folia para a filha e as amigas, mas foi garantir de perto festa sem preocupação. “Vim junto para não virem sozinhas. Para não ter algumas intercorrências como bebida e alguma outra coisa assim. Porque a gente tem que curtir o Carnaval, mas tem que ter responsabilidade. Elas vieram e vieram minhas sobrinhas juntas, mas todas só estão tomando energético”, garantiu.

Mesmo com ela, as meninas foram paradas pelo conselho tutelar. “Liberaram a gente depois que viram que era energético. Tem menina de 12 anos ficando em coma alcoólico. É muita falta de responsabilidade. Eu tenho 17 anos, mas tem que ter a consciência e curtir com moderação. A gente está num lugar público e pode acontecer qualquer coisa a qualquer momento”, lembrou a adolescente Vitoria Viana Silva Barbosa.