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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

04/09/2019 15:17

Construção de última rotatória do macroanel depende de órgãos federais

Projeto é analisado pela Antt e Dnit e tem previsão de ser entregue em outubro

Tainá Jara
(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

A construção da terceira e última rotatória, na BR-163, do macroanel rodoviário de Campo Grande, localizado entre as saídas de Rochedo e Cuiabá, depende de análise do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e Antt (Agência Nacional de Transporte Terrestres). A previsão é que o projeto seja aprovado até outubro.

Nesta quarta-feira, com a pavimentação da última alça de acesso, a prefeitura concluiu a implantação, na saída para Rochedo, da segunda rotatória do setor norte do macroanel, ligação entre a MS-080 e a BR-163 (saída para Cuiabá). São 10,500 metros de alças de acesso , pistas de desaceleração e acostamento, somando mais de 1 quilômetro de pavimentação. Até outubro do ano, passado nenhuma das rotatórias não tinha sido concluída. 

Nesta semana, a empreiteira responsável pela obra terminou a pavimentação da outra rotatória, no entroncamento com a MS-010 (saída para Rochedinho). São 14.700 metros quadrados de alças de acesso, uma extensão de 1,4 quilômetro de pistas dimensionadas para absorver o fluxo pesado, principalmente de carretas e caminhões de frigoríficos entre as saídas para Cuiabá (BR-163), Aquidauana/Sidrolândia (BR-262 e BR-060), onde estão localizados dois núcleos industriais e uma indústria frigorífica.

A pista da estrada, no sentido Rochedinho, teve 400 metros duplicados (com alça de acesso); avança 500 metros em direção a BR-163 e 500 metros no sentido Rochedo (MS-040). A rotatória na saída para Rochedo tem 10.500 metros quadrados. Vencida esta etapa da obra, nas duas rotatórias serão construídos o meio fio, feito o plantio de grama e implanta a sinalização horizontal e vertical ao longo dos 24 quilômetros do trajeto.

Com a conclusão das duas rotatórias, faltará apenas a construção da terceira rotatória, na BR-163. Serão feitos ainda acessos a 24 propriedades que margeiam os 24 quilômetros do traço deste último braço do macroanel, construídas canaletas de drenagem, sinalização e plantio de grama no aterro das rotatórias.

Retomada - Para retomar as obras do macroanel, paradas desde 2014, a prefeitura teve de fazer readequações no projeto, negociar junto ao Governo Federal a suplementação de recursos para custear intervenções que não estavam previstas no convênio original, firmado em 2009. As obras foram iniciadas há mais de 20 anos.

No trecho entre as saídas de Rochedinho e Cuiabá, por exemplo, quando foi retomada a terraplanagem, constatou-se a necessidade de dois “colchões” de pedras para drenagem da água de duas nascentes localizadas no trecho, em nova sondagem, ao custo de R$ 600 mil. São estruturas de 250 metros de extensão, cada um, com dois drenos laterais. Isto evitará que a água aflore, arrastando o aterro da pista.

Também foram feitas mudanças nos projetos das três rotatórias para comportar o tráfego de caminhões pesados, como as carretas bitrens, parte do tráfego pesado que o trecho vai absorver, migrando da Avenida Cônsul Trad. A rotatória da MS-060 deve ser redimensionada para se adequar a duplicação deste trecho da rodovia executada ano passado. Foi preciso negociar com o proprietário da fazenda localizado às margens, que cedeu 10 hectares para servir de faixa de domínio da rodovia.

“Se mantido o projeto original, os caminhões maiores não têm como fazer rotatórias sem o risco de tombar”, explica o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese. Pistas e alças mais largas exigiram maior volume de terraplanagem e material de pavimento.

O setor norte do macroanel foi projetado para ligar as saídas de Cuiabá e Aquidauana (BR-262), passando pelas saídas de Rochedinho e Rochedo (etapa em execução). Os caminhões de cargas que tenham como destino o núcleo industrial do Indubrasil ou a saída de São Paulo, terão uma alternativa de tráfego sem passar pelo Centro da cidade.

Além de readequar os projetos, nos últimos dois anos para garantir a continuidade da obra, a prefeitura conseguiu concluir a negociação com os proprietários que tinham áreas no traçado do macroanel, que atravessou 46 propriedades. Dos 24 quilômetros de todo o trecho em obras, foram executados os últimos seis quilômetros, entre as saídas de Rochedinho e Cuiabá. No quilômetro final, antes de chegar até a MS-010, foi preciso negociar a desapropriação com os proprietários.

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