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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

29/06/2015 08:48

Corregedoria pede mais prazo para investigar caso de extorsão envolvendo PMs

Luana Rodrigues

A corregedoria da PM (Polícia Militar) pediu prorrogação do prazo para investigar o caso em que dois policiais são acusados de terem se passado por policiais da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e exigido o pagamento de R$ 150 mil para liberar um casal suspeito de tráfico de drogas. O caso ocorreu no dia 06 de maio, os policiais foram presos em flagrante, e também tinham um arsenal de armas de fogo em casa.

Conforme a assessoria de imprensa da corregedoria, foi aberta uma investigação interna e um inquérito policial militar na mesma semana do crime para apurar a participação do soldado de 26 anos e um cabo de 44 anos nos fatos e o prazo para o término da apuração era de até 30 dias.

Cinquenta e três dias após o crime, a polícia pediu prorrogação do prazo. A apuração do caso é mantida em sigilo, por isso não é possível saber por quantos dias o período foi prorrogado. Segundo a PM, caso seja comprovada a participação deles nos crimes, os dois serão punidos.

Relembre o caso - Conforme o boletim de ocorrência, dois militares do Pelotão do Bairro Coophatrabalho flagraram o casal na região da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). O soldado e o cabo estavam com coletes da Denar e atuaram os dois homens, incluindo-se o que chegou com a droga de Corumbá, e a mulher. Inicialmente, eles pegaram de R$ 300 a R$ 400 que estava na carteira.

Em seguida, os três foram levados para um outro bairro. No local, os homens foram algemados. Um terceiro homem, condutor de um veículo Hyundai i30 se juntou aos policiais e passou a fazer parte da extorsão.

Enquanto um policial ficou com a mulher e o traficante vindo de Corumbá em uma lanchonete, o marido foi liberado para arrumar R$ 150 mil. No decorrer da noite de ontem, os policiais reduziram o valor da extorsão para R$ 75 mil. Em nova negociação, conforme a ocorrência, eles aceitavam receber R$ 22 mil ontem à noite e os R$ 53 mil restantes deveriam ser entregues até às 16h de hoje em troca da liberdade do casal.

A mulher contou que foi obrigada a entregar ao policial R$ 1.050,00, que estavam dentro da carteira em cédulas de R$ 50. As negociações foram feitas, inclusive, dentro do pelotão do Bairro Coophatrabalho. Quando o homem chegou para acertar o pagamento, os dois policiais, o soldado e o cabo, foram presos em flagrante. O motorista do veículo i30 conseguiu fugir e levou os 5 quilos de cocaína.

A polícia descobriu que os PMs tinham usado uma fita adesiva preta para adulterar a placa do veículo Fiat Uno usado na extorsão.Na casa de um dos policiais, a PM-2 encontrou três armas de fogo de cano longo calibre 22, 118 munições de calibre .40 e outras 100 de calibre .36. A pistola do policial só foi encontrada horas depois pela esposa do suspeito.



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