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Campo Grande, Sábado, 20 de Abril de 2019

01/03/2019 09:51

Corregedoria vai investigar caso de tortura, mas também quem denunciou

Fábio Araújo dos Santos, 21 anos, ficou preso 11 dias por um crime que nunca existiu

Kerolyn Araújo
Fábio Araújo dos Santos, 21 anos (Foto: Acervo Pessoal)
Fábio Araújo dos Santos, 21 anos (Foto: Acervo Pessoal)

A Corregedoria da Polícia Civil vai abrir um procedimento administrativo para apurar um suposto caso de tortura contra Fábio Araújo dos Santos, 21 anos, em Ribas do Rio Pardo - distante a 103 quilômetros da Capital. O rapaz alega que foi agredido e obrigado a assumir um assassinato que nunca aconteceu e passou 11 dias preso.

Conforme a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), a Corregedoria vai apurar o caso, mas também irá instaurar um inquérito policial para investigar o crime de autoacusação falsa, já que a polícia nega a tortura e afirma que Fábio assumiu a autoria do suposto crime para ganhar 'moral' com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ao Campo Grande News, Fábio explicou que tudo teve início no dia 16 de fevereiro, quando foi acusado de matar um homem. Na delegacia, foi inúmeras vezes questionado de "onde estava o corpo" e, depois de dizer que não sabia de nada sobre o caso, foi torturado por policiais.

O rapaz diz que foi colocado em um quartinho onde era afogado com pano e água, além de ser asfixiado com saco plástico - que não deixam marcas - até que confessasse o crime que ele jura não ter cometido. Fábio permaneceu 11 dias preso e só foi solto após a suposta vítima aparecer viva na delegacia.

Segundo o delegado Bruno Santacatharina, que conduziu as investigações, ao ser preso, Fábio confessou o assassinato e contou com riqueza de detalhes como teria cometido o crime. ''Ele detalhou de modo tranquilo e sereno que jogou o corpo em um brejo, totalmente tranquilo para uma pessoa que alega que foi coagido para assumir o crime", disse.

Bruno ressaltou que na cidade todos afirmam que Fábio faz parte do PCC e que, de fato, teria recebido a ordem para executar a vítima. ''Ele não teve coragem de cometer o assassinato, mas aproveitando que o homem havia se mudado de cidade, espalhou que cometeu o crime para ganhar moral com a facção".



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