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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

28/08/2015 10:54

Corrente de solidariedade por médica e professor leva multidão ao Hemosul

Ricardo Campos Jr.
Graziela levou colegas para doar sangue ao professor Carlão (Foto: Simão Nogueira)Graziela levou colegas para doar sangue ao professor Carlão (Foto: Simão Nogueira)
Sala de espera do Hemosul estava lotada durante a manhã (Foto: Simão Nogueira)Sala de espera do Hemosul estava lotada durante a manhã (Foto: Simão Nogueira)

Parentes, amigos, conhecidos ou pessoas solidárias aos problemas de saúde da médica Beatriz Maegauwa Oliveira e do professor Carlos Alberto Rezende lotam o Hemosul nesta sexta-feira (28). Segundo a entidade, a média normal de atendimento diário é de 120 pacientes e, até as 9h30, 72 já haviam preenchido a ficha e estavam aguardando para fazer a coleta.

A recém-inaugurada estrutura do Centro de Hemoterapia e Hematologia facilita o processo. O número de cadeiras para doação aumentou de seis para 16 após a reforma.

Estudante de fisioterapia na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Graziela Rezende, 22 anos, reuniu um grupo de sete colegas para ajudar Carlão, como é conhecido o professor de biologia que foi diagnosticado com leucemia. “Melhorou bastante o prédio. Na outra vez eu não consegui doar porque minha pressão estava baixa”, conta.

Luiz Hermínio, 25 anos, faz parte do pequeno mutirão organizado pela jovem. “Eu só tinha doado no Hemocentro da Santa Casa. Comparando os dois locais, aqui tem o ambiente moderno, aberto, arejado, com mais leitos. Achei bem legal, está aprovado”, opina.

A jornalista Ana Paula Bonyasz, 43 anos, foi ao local com a intenção de doar sangue à médica anestesista, que teve uma doença rara na gravidez. Mesmo estando cheio o banco, ela deixou a contribuição que pode salvar outras pessoas, até porque também foi aluna do professor Carlão. “Estou achando ótimo o atendimento. Nunca tinha doado sangue. Se der certo, venho sempre”, pontua.

Professor foi diagnosticado com leucemia e precisa de doações de sangue (Foto: arquivo pessoal / Facebook)Professor foi diagnosticado com leucemia e precisa de doações de sangue (Foto: arquivo pessoal / Facebook)

Sem perder o ânimo – Após ser diagnosticado com leucemia pela manhã, o professor decidiu “comemorar” o desafio que estava por vir. Carlão já passou pelas lousas do Dom Bosco, Avant Garde, Latino Americano, Paulo Freire entre Ensino Médio e cursinhos pré-vestibular e motivou um grande mutirão de doações.

Internado desde sábado no Hospital Regional Rosa Pedrossian, Carlão se emociona ao falar da quantidade de carinho recebida.

O que o levou a procurar por médicos foi um cansaço fora do normal. Carlão é acostumado com a correria do dia a dia, mas passou a estranhar a reação do organismo. Depois de detectada a leucemia, agora ele aguarda o resultado do tipo para então seguir com o tratamento indicado. Por enquanto o professor não passou por nenhuma sessão de quimioterapia.

No Facebook, amigos criaram a página "Amigos do Professor Carlão". Até agora mais de 1,2 mil pessoas curtiram a página. O canal serve também para difundir o pedido de doação de sangue. Com número baixo de plaquetas, o professor precisa de doações, no Hospital Regional, pela manhã, em nome de "Carlos Alberto Rezende".

Médica precisa de doações de sangue após complicações na gestação (Foto: arquivo pessoal)Médica precisa de doações de sangue após complicações na gestação (Foto: arquivo pessoal)

Complicações – Beatriz é anestesista e teve eclampsia durante a gestação. O problema provoca convulsões. Ela tem tido hemorragias durante o parto e está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Unimed. Ela precisa de sangue B+.

Por conta da gravidade do estado de saúde da esposa, o psiquiatra Benedito Oliveira Neto, iniciou a campanha de doação de sangue nas redes sociais.

Apesar de a campanha ter sido bastante divulgada, as doações precisam continuar. O ideal é sangue tipo B+, mas ela precisa de fatores de coagulação para que seu sistema seja restaurado. Plasma fresco congelado e crioprecipitado são subprodutos do sangue que podem ser utilizados mesmo em tipos sanguíneos diferentes.

Como fazer? – Em ambos os casos, basta procurar o Hemosul ou um dos Hemocentros da Capital e informar o nome do paciente para o qual será destinada a bolsa.

O voluntário deve estar munido de documento oficial com foto, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 55 kg, e não ser portador de doenças hematológicas, cardíacas, renais, pulmonares, hepáticas, autoimunes, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramentos anormais, convulsões, ou portadores de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue como Doença de Chagas, Hepatite, AIDS e Sífilis. Outra recomendação é estar devidamente alimentado.



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