Por incentivo à doação, corredores mostram que são verdadeiros “Sangue Bom”
Mais de 700 atletas participaram das provas de 5 km e 15 km em incentivo à doação de sangue e medula óssea

Mais de 700 corredores participaram da 9ª edição da Corrida Sangue Bom na manhã deste domingo (31), que teve largada e chegada nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O evento reuniu atletas amadores, corredores experientes e famílias na competição, mas também foi momento para arrecadar doações para dois hospitais da Capital e conscientizar sobre a importância da doação de sangue e de medula óssea.
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Mais de 700 corredores participaram da 9ª edição da Corrida Sangue Bom, realizada neste domingo na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O evento ofereceu percursos de 5 e 15 quilômetros e arrecadou recursos para o Hospital de Câncer Alfredo Abramo e o Hospital Nosso Lar. A corrida também marcou o início da campanha Junho Vermelho, de conscientização sobre doação de sangue e medula óssea.
A prova, que já integra o calendário esportivo da Capital, contou com percursos de 5 e 15 quilômetros — este último oficial e federado pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). A corrida também marca o início da campanha Junho Vermelho, dedicada à conscientização sobre a importância da doação de sangue.
Segundo o organizador Carlos Alberto Rezende, o Carlão, do Instituto Sangue Bom, toda a renda líquida arrecadada será destinada ao Hospital de Câncer Alfredo Abramo e ao Hospital Nosso Lar. “É muito bacana, porque tem muitos ainda que fizeram inscrição pra colaborar, porque a corrida até é um apelo de ajudar hospitais. Esse movimento é um gesto de gratidão”.

Carlão explicou que, desde 2015, quando passou pela internação que motivou a criação do movimento, o Instituto Sangue Bom já realizou mais de 6,4 mil ações voltadas à conscientização sobre doação de sangue e medula óssea. Apenas em 2026, esta foi a ação de número 231 promovida pelo grupo.
“Nós precisamos que as pessoas tocadas pelas campanhas tornem-se doadoras regulares. Nós temos aproximadamente em torno de 1,6% a 1,7% de doadores regulares no Brasil e, com essas ações, a gente visa e sonha chegar a 3,5%”, disse Carlão.

Além do caráter solidário, a corrida também reuniu relatos de quem encontrou no esporte uma mudança de rotina e de qualidade de vida. O trabalhador da construção civil Thiago Berton, de 45 anos, foi o primeiro colocado na categoria dos 5 quilômetros.
Doador de sangue e de medula óssea desde jovem, ele afirmou que o hábito veio da família. “Eu sempre, desde pequeno, dou sangue. Sou doador de medula também. Aprendi com meu pai e isso vai seguir”, afirmou Thiago.
Thiago começou a correr há seis anos, quando procurava uma atividade para ocupar o tempo livre. “Comecei a conhecer um grupo de amigos e fui me empolgando. Depois acabou que só eu fiquei, mas eu gosto”, disse.

Outra pessoa experiente na prova é a professora Daiane Thaís Bonifácio de Mello Nobre, de 35 anos, que encarou os 15 quilômetros pela segunda vez. Corredora há cerca de dois anos, ela contou que começou em distâncias menores e vem aumentando os desafios gradualmente. “Sempre comecei nos 5 quilômetros, aí fui para os 10 e agora estou arriscando os 15”, relatou.
Para Daiane, além da competição, a corrida também representa saúde e convivência. “É muito bom pra saúde, pra mente, conhecer pessoas novas”, explica. “Sou bem competitiva, mas essa prova também é muito benéfica para a sociedade. O Sangue Bom é uma ação incrível, que motiva as pessoas à doação e a ajudar o próximo”, afirmou.

A corrida também teve a presença de iniciantes, como é o caso do engenheiro civil Enier Guerreiro da Fonseca, de 65 anos. Ele explica que essa é a primeira vez que participa da Corrida Sangue Bom e completou o percurso de 5 quilômetros.
Animado com a estreia, ele afirmou que a participação também teve motivação pessoal e solidária. “Minha primeira vez e estou animado. O Carlão é uma pessoa muito amiga nossa e eu também faço parte do Hospital Nosso Lar. Ele vai realmente destinar parte dos recursos para o hospital. Então é uma gratidão a ele também. Tomara que seja a primeira de muitas. Estou só começando”, disse.

Já a empresária Luciane Silva Heisler, de 53 anos, participou do percurso de 5 quilômetros e contou que começou a correr há cerca de sete meses. “Eu vi o pessoal se movimentando para as corridas e me deu vontade. Resolvi participar”, contou. “Faz muito bem, tanto psicologicamente quanto fisicamente. Eu adorei começar a correr. Essa corrida é muito importante”, comentou Luciane.

Entre os participantes também esteve o deputado estadual Paulo Duarte (PSB), que destacou a relação entre atividade física e conscientização social. “Além da corrida, tem a boa causa, que é a doação de sangue e de medula óssea. O próprio Carlão está vivo hoje porque alguém fez uma doação. Então acho que são duas questões de saúde: correr, que faz bem para a saúde, e incentivar a doar sangue”, afirmou.
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