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Capital

Investigador suspeito de esquema de contrabando é demitido da Polícia Civil

Edivaldo Quevedo da Fonseca foi desligado do serviço público após processo administrativo

Por Gabriel Neris | 21/07/2026 09:48
Investigador suspeito de esquema de contrabando é demitido da Polícia Civil
Edivaldo estava lotado na 5ª Delegacia quando foi alvo de mandado (Foto: Reprodução)

O investigador de Polícia Judiciária Edivaldo Quevedo da Fonseca foi demitido do quadro permanente do Estado de Mato Grosso do Sul. A penalidade foi determinada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) em resolução assinada pelo secretário Antonio Carlos Videira.

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Investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Edivaldo Quevedo da Fonseca foi demitido do quadro permanente do Estado após Processo Administrativo Disciplinar conduzido pela Corregedoria. A penalidade foi assinada pelo secretário Antonio Carlos Videira e aponta violações à Lei Complementar nº 114/2005. O servidor também é investigado pela Polícia Federal na Operação Iscariotes, por suposto contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão é resultado do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) nº 06/2025, conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil. A resolução aponta violações de deveres funcionais e de proibições previstas na Lei Complementar Estadual nº 114, de 2005, mas não descreve, no documento publicado, as condutas específicas atribuídas ao servidor.

Edivaldo também é investigado pela PF (Polícia Federal) na Operação Iscariotes, deflagrada em 18 de março deste ano para apurar um suposto esquema de contrabando, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na ocasião, ele foi preso preventivamente e afastado de suas funções na Polícia Civil.

O, agora ex-investigador, estava lotado na 5ª Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, localizada na Vila Piratininga, quando a operação foi deflagrada.

Investigador suspeito de esquema de contrabando é demitido da Polícia Civil
Policiais com mercadoria apreendida no Camelódromo (Foto: Arquivo)

Segundo informações apresentadas pela Justiça Federal e divulgadas à época, o investigador seria suspeito de usar a função pública para facilitar o transporte de mercadorias ilegais. A investigação aponta que o grupo teria atuado entre 2023 e 2025. Edivaldo já havia sido preso em flagrante em dezembro de 2024, quando transportava 193 aparelhos celulares, conforme citado na decisão judicial.

Em abril, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao investigador mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo e proibição de deixar o município sem autorização. O magistrado entendeu que a manutenção da prisão já não era necessária naquele momento.

A resolução de demissão, no entanto, não menciona a Operação Iscariotes nem afirma que a penalidade administrativa decorre diretamente da investigação federal. O PAD citado no documento foi aberto em 2025, antes da operação realizada em março de 2026.

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