Investigador suspeito de esquema de contrabando é demitido da Polícia Civil
Edivaldo Quevedo da Fonseca foi desligado do serviço público após processo administrativo
O investigador de Polícia Judiciária Edivaldo Quevedo da Fonseca foi demitido do quadro permanente do Estado de Mato Grosso do Sul. A penalidade foi determinada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) em resolução assinada pelo secretário Antonio Carlos Videira.
RESUMO
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A decisão é resultado do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) nº 06/2025, conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil. A resolução aponta violações de deveres funcionais e de proibições previstas na Lei Complementar Estadual nº 114, de 2005, mas não descreve, no documento publicado, as condutas específicas atribuídas ao servidor.
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Edivaldo também é investigado pela PF (Polícia Federal) na Operação Iscariotes, deflagrada em 18 de março deste ano para apurar um suposto esquema de contrabando, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na ocasião, ele foi preso preventivamente e afastado de suas funções na Polícia Civil.
O, agora ex-investigador, estava lotado na 5ª Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, localizada na Vila Piratininga, quando a operação foi deflagrada.
Segundo informações apresentadas pela Justiça Federal e divulgadas à época, o investigador seria suspeito de usar a função pública para facilitar o transporte de mercadorias ilegais. A investigação aponta que o grupo teria atuado entre 2023 e 2025. Edivaldo já havia sido preso em flagrante em dezembro de 2024, quando transportava 193 aparelhos celulares, conforme citado na decisão judicial.
Em abril, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao investigador mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo e proibição de deixar o município sem autorização. O magistrado entendeu que a manutenção da prisão já não era necessária naquele momento.
A resolução de demissão, no entanto, não menciona a Operação Iscariotes nem afirma que a penalidade administrativa decorre diretamente da investigação federal. O PAD citado no documento foi aberto em 2025, antes da operação realizada em março de 2026.
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