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Capital

Covid fez números de óbitos aumentarem 44% em Campo Grande

Somente em janeiro de 2021 foram 722 mortes na Capital, aumento foi de 67,12% em relação a janeiro de 2020

Por Lucia Morel | 26/03/2021 17:11
Enterro de vítima de covid-19 em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Enterro de vítima de covid-19 em Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Números do Portal da Transparência do Registro Civil, mantido pela Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) mostra uma evolução grande na quantidade de óbitos na Capital entre os anos de 2019, 2020 e 2021. Nos primeiros três meses de 2019 e 2020, os números foram similares. Já este ano, cresceram muito.

Somente em janeiro de 2021 foram 722 mortes em Campo Grande, aumento foi de 67,12% em relação ao ano passado e 54,6% em relação a 2019. Neste mês de março, já são 654 óbitos contra 515 no ano passado e 454 dois anos atrás, aumento de 26,9% e 44,05% respectivamente. (Veja tabela nesta página)

Diante dessa realidade, provocada pela pandemia, o trabalho nas funerárias já começa a aumentar. Somente em Campo Grande, a média diária saiu de 17 e foi para 25 se comparado com períodos normais. Por mês, são pelo menos 240 óbitos a mais para atendimento das empresas funerárias.

Segundo o sindicato do setor, ainda não foi preciso reestruturar os serviços, que por enquanto, têm dado conta da demanda. De acordo com o presidente do Sindef-MS (Sindicato dos Pax e Funerárias de Mato Grosso do Sul), Gilvan Paes da Silva, o aumento tem sido absorvido sem necessidade de mais carros ou trabalhadores.

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Segundo ele, já há uma estrutura adequada nas 15 funerárias de Campo Grande e a demanda também tem sido suportada pelas empresas presentes no interior de Mato Grosso do Sul.

“Hoje ainda não sentimos essa necessidade de aumento de frota ou de trabalhadores. Estamos trabalhando mais, mas está dentro da nossa capacidade. Nenhuma das empresas de Campo Grande relataram algo do tipo, nem no restante do Estado”, comentou.

Para se ter uma ideia, o crescimento de 17 para 25 no número de mortes diárias em Campo grande representa salto de 510 para 750 óbitos ao mês, que corresponde a quase 50% de aumento.

Gilvan ressalta, no entanto, que de todos os óbitos, 25% deles são decorrentes de covid-19 e os demais, de outras doenças. “Temos que lembrar que muitas pessoas não procuraram ajuda médica no último ano por medo da covid e isso pode estar impactando na morte por outras doenças”, avalia, com base em dados das certidões de óbitos.

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