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Capital

Criança arrastada pela correnteza brincava em córrego com os primos

Por Nyelder Rodrigues e Amanda Bogo | 19/01/2017 19:52
Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas com mergulhadores e à beira do córrego (Foto: Alcides Neto)
Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas com mergulhadores e à beira do córrego (Foto: Alcides Neto)
Rodrigo foi quem resgatou um dos garotos que foram levados pela correnteza (Foto: Alcides Neto)
Rodrigo foi quem resgatou um dos garotos que foram levados pela correnteza (Foto: Alcides Neto)

O garoto de 12 anos que foi levado pela força da correnteza do córrego Imbirussu e desapareceu, na tarde desta quinta-feira (19), estava brincando com dois primos no local, sendo que um deles também foi arrastado, mas ficou preso em um galho e foi salvo por um homem que estava ali perto.

O caso aconteceu por volta das 15h20, no bairro Sayonara - região oeste de Campo Grande. O nome do menino arrastado pela água é Cauã, segundo Rodrigo Ricaldes Flores, que foi avisado da situação no córrego e foi ao local. Ele conseguiu salvar apenas um dos dois meninos que se afogavam.

"Estava jogando bola com meu sobrinho em frente da casa da minha irmã, na rua professor Leverno de Queiroz, quando um dos garotos, o Silas, chegou correndo pedindo ajuda. Fui no córrego e consegui puxar o Fábio da água. Ele estava preso em um galho. Mas o Cauã foi levado pela água", explica Rodrigo, que é pedreiro e tem 34 anos.

Ainda segundo Rodrigo, que conhece a família dos garotos, ele não sabe a idade de Fábio, mas o irmão dele, Silas, tem entre 15 e 16 anos. Já Cauã tem 12 anos e também seria portador de deficiência intelectual. Enquanto Fábio e Cauã nadavam, Silas pescava à beira do córrego e por isso não foi levado pela água.

Fato comum - Recaldes ainda revela que é comum crianças e adolescentes irem até o córrego nadar, sozinhos, muitas vezes escondidos dos pais. "Até meu sobrinho já saiu escondido para brincar lá", diz. Já houve casos de crianças ilhadas no córrego após rápidas cheias, sendo preciso chamar o Corpo de Bombeiros para fazer o resgate.

No momento em que o Cauã foi arrastado, apenas garoava no Sayanora, entretanto, chovia forte já em bairros próximos e que desaguam as captação fluvial no córrego Imbirussu. Justamente esse aumento repentino e inesperado do volume de água teria pego os garotos de surpresa.

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