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Capital

De olho no pagamento da hora extra, sindicato fiscaliza lojas na Capital

Por Aline dos Santos e Zana Zaidan | 23/12/2013 12:14
Com fim do banco de horas, lojas foram alvo de "pente-fino". (Foto: Cleber Gellio)
Com fim do banco de horas, lojas foram alvo de "pente-fino". (Foto: Cleber Gellio)

Maior motivo de denúncias dos funcionários do comércio, as horas extras foram alvo central da fiscalização realizada pelo Sindicato dos Comerciários nas lojas de Campo Grande.

De acordo com o presidente do sindicato, Ildemar da Mota Lima, a partir deste mês, uma mudança na convenção coletiva acabou com o banco de horas. Desta forma, todo trabalho extra deverá ser remunerado de forma adicional. “São 60% nas primeiras duas horas e 80% quando exceder esse tempo”, explica.

O comércio da Capital funciona em horário ampliado desde 7 de dezembro. Neste período, o sindicato já fez oito fiscalizações às lojas. “Na última semana, foram 20 denúncias, principalmente sobre hora extra”, diz.

A entidade também confere a obrigatoriedade de fornecer alimento e o descanso de 15 minutos na jornada de oito horas. Hoje, a varredura nas lojas centrais começou às 9h30 e não houve denúncias de irregularidades. Conforme Ildemar Lima, os funcionários optam pela denúncia anônima, pois temem retaliação.

De acordo com o sindicalista, em geral, os problemas são encontrados em empresas de médio e pequeno porte. “Tem estrutura menor, o quadro de funcionários pode ser insuficiente e pode acontecer de ser mal gerenciado”, relata Ildemar sobre as condições que mais favorecem a exploração dos trabalhadores.

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