Juros altos e inflação pressionam confiança dos empresários
O índice voltou para a zona negativa e registrou 98,1 pontos em agosto
O ICEC (Índice de Confiança dos Empresários do Comércio) voltou para a zona negativa. Conforme a pesquisa divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio), em agosto, foram registrados 98,1 pontos contra 100,3 em julho.
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Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC) recua para 98,1 pontos em agosto, após atingir 100,3 em julho, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A percepção negativa das condições atuais do setor prevalece, com 31,9% afirmando piora significativa. Empresários demonstram incerteza quanto à situação de suas empresas, com 20,8% relatando piora. Economista atribui queda da confiança a juros elevados, crédito restrito, inflação e crescimento econômico abaixo do esperado. Apesar do cenário atual, perspectivas futuras mostram otimismo moderado, com 27,7% prevendo melhora no comércio e 35,8% esperando bom desempenho para suas empresas. Intenção de contratações e investimentos divide opiniões, com indicadores próximos em ambas as direções.
Em relação às condições atuais do setor, para 6,1% melhoraram muito e para 31,9% pioraram muito. Sobre a situação da empresa, 14,1% acham que melhorou muito e 20,8% acreditam que piorou muito.
Na visão da economista do IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS) Regiane Dedé de Oliveira, a confiança do empresariado é um reflexo da economia.
“Juros altos, dificuldade de acesso ao crédito – tanto de empresários quanto de consumidores –, inflação pressionando custos e reduzindo o poder de compra da população, aliado a um crescimento econômico abaixo das expectativas, reforçam o cenário de incerteza para quem investe no comércio neste início de semestre”, pontuou. Conforme o Banco Central, a taxa Selic está em 15% ao ano.
A expectativa do comércio melhorou muito para 27,7% e piorou muito para 16,3%. A expectativa da empresa está muito boa para 35,8% dos empresários e piorou muito para 8,7%.
A expectativa de contratação de funcionários aumentou muito para 12,2% e reduziu muito para 7,5%. O nível de investimento está muito maior para 14% e muito menor para 15,1%.
O número mínimo de empresas a serem entrevistadas foi de 185. A coleta dos dados foi realizada nos últimos dez dias do mês anterior ao da divulgação da pesquisa.
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