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De tomografia à inserção de DIU, mutirão faz mais de 300 atendimentos no HU

Ação é parte de mobilização nacional que prioriza a saúde da mulher e a redução de filas no SUS

Por Mylena Fraiha e Mileny Barros | 21/03/2026 09:10
De tomografia à inserção de DIU, mutirão faz mais de 300 atendimentos no HU
Pacientes com pré-agendamento aguardam atendimento no ambulatório geral do Hospital Universitário (Foto: Unidade de Comunicação Humap-UFMS/Ebserh)

Na manhã deste sábado (21), dezenas de pessoas fizeram fila para receber atendimento no mutirão do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande. A ação faz parte da mobilização nacional “Dia E - Ebserh em Ação” e prevê a realização de mais de 300 atendimentos, que vão de tomografias a cirurgias.

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, realizou um mutirão com mais de 300 atendimentos neste sábado. A ação, parte do programa "Agora Tem Especialistas" do Ministério da Saúde, focou principalmente na saúde da mulher, oferecendo procedimentos como laqueadura, ultrassonografias e inserção de DIU. O evento faz parte da mobilização nacional "Dia E - Ebserh em Ação", ocorrendo simultaneamente em 45 hospitais universitários federais. Apesar do sucesso com pacientes agendados, houve confusão com pessoas que compareceram sem agendamento prévio, após desencontro de informações sobre a natureza do atendimento.

A iniciativa integra o programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde, e ocorre simultaneamente nos 45 hospitais universitários federais da rede Ebserh, com o objetivo de acelerar atendimentos no SUS e reduzir filas em áreas de maior demanda. A proposta é concentrar exames, consultas e cirurgias em um único dia para dar mais rapidez ao acesso da população aos serviços especializados.

Por volta das 7h20, a reportagem esteve no local e encontrou pessoas aguardando atendimento. Nesta edição, o mutirão teve como principal eixo a saúde da mulher, com procedimentos como laqueadura tubária, ultrassonografias obstétricas, inserção de DIU (Dispositivo Intrauterino), exames preventivos, além de espirometrias, ecocardiogramas, tomografias, cirurgias ortopédicas e bucomaxilofaciais.

De tomografia à inserção de DIU, mutirão faz mais de 300 atendimentos no HU
Indígena Terena, Eleosdeth foi acompanhada da filha para fazer exame de tomografia no HU (Foto: Unidade de Comunicação Humap-UFMS/Ebserh).

Parte dos atendimentos também foi destinada à população indígena. A indígena terena Eleosdeth Francisco Ferreira conseguiu realizar uma tomografia em menos de uma hora. “Só tenho que agradecer o atendimento. É difícil chegar em um hospital e ser rápido. Aqui foi rápido”, relatou.

Segundo o hospital, o mutirão deste sábado realizou 312 procedimentos, entre eles 60 tomografias, 60 ultrassons, 30 ecocardiogramas, 60 espirometrias, cirurgias ortopédicas e bucomaxilofaciais, além de inserções de Implanon e DIU de cobre, principalmente em mulheres indígenas.

Em nível nacional, segundo o Ministério da Saúde, a ação fará 42 mil atendimentos à população brasileira, priorizando a saúde da mulher, em 45 hospitais da Rede Ebserh em todas as regiões do país.

Desencontro de informações - Apesar dos atendimentos agendados, algumas pessoas foram ao local sem pré-agendamento após confusão de informações. No dia 3 de março, o perfil oficial do hospital informou que era falsa a informação de que o atendimento seria aberto ao público por livre demanda.

Conforme o hospital, o atendimento foi exclusivo para pacientes que já estavam regulados no sistema, na fila de espera ou que foram previamente agendados e contatados pela equipe.

Uma das pessoas que foi ao local sem agendamento foi a vendedora Juliana Viana, de 24 anos, mãe de um menino de 1 ano e 8 meses. Juliana explica que chegou ao hospital às 6h10 na tentativa de colocar o Implanon, mas não conseguiu atendimento.  Ela afirma que perdeu um dia de trabalho.

“Eu saí lá do Lageado achando que ia conseguir. Tanto que foi a própria agente de saúde do posto que me passou. Divulgaram na imprensa e até mesmo nos postos que era um mutirão. Mas isso não é mutirão, porque a gente não consegue agendar, temos que depender da boa vontade dos postos”, disse a vendedora.

De tomografia à inserção de DIU, mutirão faz mais de 300 atendimentos no HU
Lorraine estava com o bebê de seis meses na fila, mas não conseguiu atendimento porque não fez o pré-agendamento, após confusão de informações (Foto: Mileny Barros).

A dona de casa Lorraine Martins, de 22 anos, também foi ao local para colocar o Implanon após ver a divulgação do mutirão. Ela levou o bebê de seis meses e a filha, e chegou por volta das 7h30, mas também não conseguiu atendimento. “Eu vi porque começaram a postar que era para todo mundo. Porém, quando cheguei, não era para todo mundo, só para quem o hospital entrou em contato ou pelo posto. Eu até perguntei se eu podia vir com o teste de gravidez negativo, e falaram que sim”, relatou.

Lorraine conta que não pode mais engravidar devido a complicações em gestação anterior. “Eu não posso mais engravidar, porque já tive descolamento de placenta. Na última gravidez fiquei muito mal e a barriga fica enorme toda vez que engravido”, explicou.

De tomografia à inserção de DIU, mutirão faz mais de 300 atendimentos no HU
Às 7h20, na entrada do Ambulatório Geral do HU, pessoas já aguardavam atendimento (Foto: Mileny Barros).


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