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Capital

Defesa tentará HC para juntar papelada boliviana a ação contra delegado

Em 2019 o delegado Fernando de Araújo da Cruz Junior esfaqueou e em seguida matou boliviano a tiros

Por Adriano Fernandes e Marta Ferreira | 14/05/2021 22:42
Fernando de Araújo da Cruz Junior. (Foto: Correio de Corumbá)
Fernando de Araújo da Cruz Junior. (Foto: Correio de Corumbá)

A defesa do delegado Fernando de Araújo da Cruz Junior vai entrar com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, para que seja mantido no processo em que o delegado é réu por assassinato, documentos que podem ser favoráveis na construção da tese que busca inocentar o acusado.

Irajá Pereira Messias, advogado de Fernando, pretende solicitar que seja mantido no processo o material obtido pela defesa na Bolívia, que o juiz não permitiu, e também derrubar decisão do magistrado determinando que o delegado participe do julgamento por videoconferência, em Campo Grande, quando o júri será realizado em Corumbá.

Fernando é réu pelo assassinato do boliviano Alfredo Rangel Weber, de 48 anos, crime ocorrido em 23 de fevereiro de 2019, na estrada que liga a cidade fronteiriça brasileira à boliviana Puerto Quijarro, dentro de ambulância. A vítima já estava ferida, a faca, pelo próprio Fernando, quando a viatura foi interceptada pelo delegado, que disparou quatro vezes contra a vítima. 

"É matéria de prova e a Constituição diz que o direito de defesa é amplo e pleno. Tem um desses documentos, que diz que foi rejeitada denúncia na Bolívia porque ficou fartamente comprovado que o Fernando não esfaqueou ninguém", comenta o advogado a respeito dos documentos que ele solicita que sejam anexados ao processo.

O julgamento do delegado está marcado para o dia 23 de junho, em Corumbá, município a 419 quilômetros de Campo Grande. Por enquanto está decidido o seguinte, Fernando deve acompanhar a audiência por vídeo conferência, no Fórum da Capital. Em Corumbá,  só dois parentes do acusado e dois da vítima poderão estar no Fórum. O delegado está preso na 3ª Delegacia de Campo Grande, no Bairro Carandá Bosque.

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