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Capital

Delegada rejeita novo depoimento a preso por assassinato de Mayara

Segundo a defesa, Luís Alberto Bastos Barbosa, que manteve um relacionamento com a vítima, queria mudar sua versão do crime

Por Luana Rodrigues | 04/08/2017 16:08
Na sequência, Anderson, Luis Alberto e Ronaldo, presos pelo crime. (Foto: Marcos Ermínio)
Na sequência, Anderson, Luis Alberto e Ronaldo, presos pelo crime. (Foto: Marcos Ermínio)

O inquérito sobre a morte de Mayara Amaral, 27 anos, será encerrado nesta sexta-feira (04). A defesa de Luis Alberto Bastos Barbosa, 29, havia solicitado que ele prestasse novo depoimento à polícia, mas a delegada responsável pelo caso, Gabriela Stainle, da Defurv (Delegacia Especializada em Furto e Roubo de Veículos), rejeitou a oitiva.

De acordo com Stainle, o músico teve a oportunidade de contar sua versão sobre o crime na última quarta-feira (2), quando foi convocado a depor e ficou em silêncio. “Como o prazo para encerrarmos o inquérito é hoje, vamos enviar da forma como está”, disse a delegada.

O inquérito será encaminhado ao MPE (Ministério Público Estadual), que irá decidir se aceita ou não a denúncia contra Barbosa e os dois comparsas, Ronaldo da Silva Olmedo, 30, conhecido como ‘Cachorrão’, e Anderson Sanches Pereira, 31, por latrocínio - roubo seguido de morte - e ocultação de cadáver.

Mudança de versões - De acordo com o advogado, Conrado de Souza Passos, neste segundo depoimento, Barbosa pretendia contar outra versão sobre o crime.

“Queremos mostrar que foi homicídio. Eles eram conhecidos, estavam saindo juntos. As circunstâncias dos acontecimentos levam a isso, não tem outra conotação, porque a moça não oferecia nenhum objetivo de valor que pudesse agradar um ladrão, bem nenhum que chamasse atenção”, disse o advogado.

Desde que foi preso pela Polícia Civil, Barbosa está numa cela do Presídio de Trânsito de Campo Grande. Nesta sexta-feira, a defesa solicitou que ele retorne à carceragem da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, pois estaria sendo ameaçado por presos.

Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), desde que chegou ao presídio, no dia 27 de julho, Barbosa está no "seguro", um ala onde ficam presos que sofrem ameaças de outros internos. 

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